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terça, 15 de junho de 2021
Polícia

Corregedoria volta ouvir policiais sobre desaparecimento do feto de Maiara no IML de Limeira

02 Jun 2015 - 17h04
Maiara foi sepultada do distrito de Santa Eudóxia. (foto Pedro Maciel). - Maiara foi sepultada do distrito de Santa Eudóxia. (foto Pedro Maciel). -

Na semana passada a Corregedoria da Polícia Civil através de carta precatória novamente ouviu, agora na sede do Departamento de Polícia Judiciária (Deinter - 3) em Ribeirão Preto, o delegado Gilberto de Aquino da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos e o médico legista aposentado Leonardo Petrilli, para concluir parte de um procedimento administrativo que tenta esclarecer como teria ocorrido o desaparecimento de um feto de 7 meses e meio de gestação da são-carlense Maiara Cristina de Oliveira, 25, que foi encontrada morta na manhã do dia 3 de Janeiro de 2013 na área rural de Leme.

O acusado pelo crime é o ex-funcionário público comissionado da Prefeitura Municipal de São Carlos, José Enrique Vendrasco, 55, o "Riquinho", e que teria tido a participação do ex-presidiário Vander Fabiano da Silveira, 32, o "Fabiano". Eles serão julgados no próximo dia 16 no Fórum Criminal de Leme.

IML 

O delegado Gilberto de Aquino e o médico legista Leonardo Petrilli foram ouvidos por várias horas pelos integrantes da Corregedoria da Polícia Civil e segundo apuramos vários termos técnico-científicos foram levantados sobre os procedimentos adotados durante a autópsia no corpo de Mairara, no interior do Instituto Médico Legal (IML) da cidade de Limeira pelo médico legista L.C.B.J. e pela auxiliar de necropsia R.C.S.

Aquino disse que no interior do IML de Limeira teriam sido realizados procedimentos estranhos. Segundo ele o corpo de Maiara que foi colocado em uma "bag" (saco de transporte de corpo), no túmulo ainda estaria na "bag" e com um corte na altura do ventre e se quer os responsáveis pela autópsia teriam se preocupado em saber se aquela mulher teria sido ou não estuprada, violentada, pois segundo o delegado exames apontaram que durante a necropsia não foi retirado o shorts e a calcinha que Maiara trajava o que segundo a autoridade policial seria um procedimento muito estranho.     

DISCUSSÃO

Um coveiro que chegou a presenciar uma discussão entre autoridades ao lado da cova em que Maiara estaria enterrada como pessoa desconhecida no cemitério São João Batista em Leme disse que ele próprio entrou na cova para exumar o corpo da garota que hoje está sepultado no cemitério municipal de Santa Eudóxia, em São Carlos.

Segundo o coveiro a discussão estaria envolvendo o corpo de um menino que seria filho daquela mulher que estaria enterrado e que teria desaparecido. Ele disse que o legista teria dito que não havia feto no corpo, já exames juntados pela Polícia ivil de São Carlos comprovam que Maiara estaria grávida e um dia antes da viagem passou por atendimento na maternidade da Santa Casa e estaria realizando o pré-natal junto a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde médicos expediram documentos comprovando a gestação de 7 meses e meio de um menino.  

Tanto o legista, quanto a auxiliar de necropsia do IML de Limeira que são funcionários públicos estaduais respondem a um Processo Administrativo (PA) sobre o caso Maiara, que é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil pelos crimes de subtração de cadáver (desaparecimento do feto) e fraude processual e se comprovada toda esta história ambos poderão ser demitidos.   

 

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