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terça, 13 de abril de 2021
Brutalidade insana

Travesti sofre sessão de tortura em mata no Antenor Garcia

Bruna, de 21 anos, foi esfaqueada em várias partes do corpo e teve o aplique arrancado por dois homens

01 Mar 2021 - 15h46Por Redação
Bruna foi covardemente agredida - Crédito: arquivo pessoalBruna foi covardemente agredida - Crédito: arquivo pessoal

Cenas de brutalidade marcaram a tarde de sexta-feira, 26, em uma mata na região do Antenor Garcia, quando uma travesti de 21 anos, conhecida como Bruna, foi covardemente espancada por dois homens. Durante a sessão de tortura, levou facadas em diversas partes do corpo e teve o aplique arrancado pelos acusados.

O São Carlos Agora entrou em contato com a ativista Ângela Lopes na tarde desta segunda-feira, 1, e obteve detalhes sobre a tentativa de homicídio em que Bruna foi vítima.

Os motivos são ignorados, mas informações iniciais dão conta que Bruna teria sido levada para o matagal por dois homens onde teve o cabelo (aplique) arrancado com as mãos. Os desconhecidos tentaram decepar suas orelhas e havia perfurações feitas por facas em seu pescoço, mãos, seios e nádegas. Desfalecida, foi abandonada no matagal, já que os agressores acreditavam que haviam matado a vítima. “Tentaram descaracterizar a identidade dela. É um crime de transfobia. Ou seja, aqueles que sentem ódio só pelo fato da pessoa ser transgênero”, disse.

Porém, Bruna recobrou a consciência e se arrastou até uma rua, próxima a sua casa onde uma testemunha ao ver a gravidade dos ferimentos, acionou o Samu. Ela foi encaminhada à Santa Casa onde permaneceu sedada até a tarde de domingo, 28, e não corre mais risco de morte.

Na manhã desta segunda-feira, Ângela conseguiu algumas falas de Bruna, onde soube da trágica história. “Ela lutou pela vida”, disse a ativista. “Porém ainda não reúne condições para dar depoimento, pois seu estado de saúde é grave”, completou. “Consegui algumas informações junto aos familiares e junto a ela. Mas seu estado ainda é grave”, reforçou.

PRÓXIMOS PASSOS

Indagada sobre os próximos passos, Ângela disse que a Comissão de Diretos Humanos da OAB São Carlos, Comissão dos Direitos das Pessoas LGBTQI+ e Defensoria Pública irão buscar nos próximos dias as devidas providências no sentido de buscar Justiça.

Segundo ela, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) deverá assumir o caso e buscar solucionar a tentativa de homicídio e localizar os autores do crime. “Mas por ora a Bruna não reúne condições de dar um depoimento devido ao seu quadro de saúde”, finalizou.

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