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domingo, 20 de setembro de 2020
Qualidade de Vida

Tendinite da “pata de ganso” (joelho)

25 Jul 2018 - 06h14Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Tendinite da “pata de ganso” (joelho) -

tendinite da pata de ganso ou tendinite anserina, é uma inflamação da estrutura medial e posterior do joelho, responsável pelo movimento de flexão do joelho, protegendo a articulação do stress dos movimentos de rotação, essa disfunção é mais comum em atletas corredores de longas distâncias, essencialmente, pessoas com excesso de peso ou que tenham alterações posturais no nível dos pés ou joelhos.

Atingindo não somente os praticantes de corrida, mas também os que fazem natação e ciclismo, a tendinopatia anserina ou tendinite da pata de ganso, como é popularmente chamada, é uma inflamação dos músculos semitendíneo, sartório e grácil, que se inserem no joelho e são responsáveis principalmente pela flexão da articulação do joelho. A patologia tem esse nome porque o local onde os músculos se unem ou se ligam formando o tendão lembra o formato da pata de ganso.

Apesar de ser relativamente comum, a incidência da tendinite da pata de ganso é desconhecida, além de acometer pessoas que praticam esportes que exijam uma mudança rápida e brusca de direção, ou pessoas que realizam corrida de longa distância, por exemplo, indivíduos com sobrepeso também estão mais predispostos a adquirir a patologia.

A tendinite tem como principais sintomas a dor ao subir e descer escadas, e ao dobrar o joelho com ou sem carga, e edema na região interna do joelho, é comum juntamente com a tendinite anserina, haver também uma lesão da bolsa sinovial (bursite anserina). Um dos sintomas consiste em dor à palpação na inserção dos músculos, é comum sentir dor na face medial do joelho ao subir e descer escadas, por exemplo, ou ao alongar, e pode ocorrer ainda, inchaço no local.

Dor na região do joelho ao subir e descer escadas.

Dor à palpação.

Dor ao caminhar.

Dor ao levantar após permanecer por muito tempo sentado.

Edema.

Existem três fases da patologia, aguda, subaguda e crônica. Em patologias músculo-esquelético, o diagnóstico precoce é essencial para um bom prognóstico e respectiva recuperação. 

Na fase aguda a mais dolorosa além do uso de antiinflamatórios e anti-álgicos, também pode ser utilizada a eletroterapia de alta freqüência, como ondas-curtas e micro-ondas, e o ultra-som, é indicado a massagem com gelo sobre a região do tendão durante 5 a 7 minutos e repouso articular para diminuição da atividade da parte afetada.

Na fase subaguda, com a diminuição da dor, permanecem as condutas da fase aguda. Ainda realizam-se exercícios passivos e ativo-assistidos, e massagem de amassamento no caso de contraturas, que podem surgir como resposta antálgica de defesa.

Na fase crônica quando a dor desaparecer está indicados os exercícios de fortalecimento, de facilitação neuromuscular, funcionais e mobilidade articular, para combater as dores e inflamações constatem.

Para prevenir, é indicado que a evolução ao iniciar qualquer atividade esportiva seja gradual e respeite os limites de cada indivíduo que a praticar, lembrar-se de aquecer ao iniciar uma atividade física e alongar ao terminar a prática é muito importante. Além disso, é importante sempre que iniciar um esporte, ficar atento a qualquer dor ou incômodo e rapidamente procurar ajuda especializada e não seguir com a atividade o quanto antes tratarmos qualquer disfunção, mais satisfatório e rápido será o resultado, e com isso uma melhor qualidade de vida todos terão.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia, atua em São Carlos.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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