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quinta, 28 de outubro de 2021
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QUALIDADE DE VIDA: Mal de Parkinson se não for tratada piora até a pessoa ficar completamente inválida

18 Out 2017 - 03h25Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

A doença de Parkinson foi descrita em 1817 por James Parkinson com o nome de "Paralisia agitante", é uma doença degenerativa e progressiva do sistema nervoso central caracterizado principalmente por alterações motoras, como tremor, rigidez, bradicinesia, alterações da postura e do equilíbrio, sendo de difícil diagnóstico.

Seu tratamento tem como finalidade diminuir e retardar os inevitáveis sintomas para que o doente tenha um melhor desempenho funcional para realizar suas atividades diárias em beneficio da sua qualidade de vida. É neste sentido que entra a Fisioterapia que usa o movimento para beneficiar esses pacientes reduzindo as limitações funcionais e incapacidades.

A Doença de Parkinson é degenerativa e progressiva do sistema nervoso central, que se caracteriza por morte neuronal na substância nigra, com consequente diminuição de Dopamina, levando a alterações motoras típicas, sua prevalência aumenta com a idade, chegando a 1% em indivíduos acima de 60 anos, com o aumento da expectativa de vida, estima-se que por volta de 2020, mais de quarenta milhões de pessoas no mundo serão portadoras de Parkinson.

A etiologia desta doença ainda é obscura e controversa, contudo supõe-se a participação de vários mecanismos etiopatogênicos tais como: fatores genéticos, neurotoxinas ambientais, estresse oxidativo, anormalidades mitocondriais e excitotoxidade possam ser fatores para o seu aparecimento. Esta doença produz um conjunto de sintomas caracterizados principalmente por distúrbios motores, sendo os principais: o tremor, rigidez, bradicinesia, alterações da postura e do equilíbrio, além disso, os pacientes podem apresentar déficits cognitivos com a progressão da doença, podendo comprometer também o sistema cardiorrespiratório o que interfere diretamente no desempenho funcional e independência destes indivíduos.       

O diagnóstico geralmente é feito com base na história e no exame clínico. A variabilidade na apresentação clínica, velocidade de evolução e resposta ao tratamento dificultam o diagnóstico da doença, sendo freqüentemente confundidos com as síndromes parkinsonianas secundárias e o chamado parkinsonismo atípico, principalmente no início da doença, até 35% dos pacientes sendo incorretamente diagnosticados como portadores de Parkinson. A determinação do estágio e grau de limitação funcional pela Doença são úteis no planejamento na terapia anti-parkinsoniana, acompanhamento da evolução da doença e para avaliar a qualidade da resposta à terapia instituída, medidas não farmacológicas, medidas farmacológicas e tratamento cirúrgico.

A Fisioterapia tem um papel importante na reabilitação destes pacientes, cujo objetivo passa por minimizar e retardar a evolução dos sintomas, proporcionando uma melhor funcionalidade e conseqüente melhoria da qualidade de vida.

Com o aumento da expectativa de vida esta patologia vem se evidenciando, gerando incapacidade e conseqüências socioeconômicas.

Com o desequilíbrio químico causado pela morte das células que produzem a Dopamina, o indivíduo apresenta sintomas como tremor, rigidez muscular, acinesia e bradicinesia, depressão, distúrbios do sono, alterações cognitivas, dificuldades na fala e respiração, sialorréia, tontura, problemas gastro-intestinais, expressão facial diminuída, marcha festinante, movimentos desordenados com alterações posturais e micrografia.

O doente de Parkinson, quando de pé, faz uma flexão de todas as articulações, levando a uma posição símea (joelhos e quadris ligeiramente flexionados, ombros arredondados, cabeça tombada para frente e membros superiores curvados em torno do corpo), em função de apresentar uma inadequada interação dos sistemas responsáveis pelo equilíbrio corporal, sistemas vestibulares, visuais e proprioceptivos, sendo incapazes de realizar movimentos compensatórios para readquirir equilíbrio e, assim aumentando o risco de quedas, e para o idoso quedas nessa idade é muito prejudicial levando o idoso ao leito e até risco de morte. Os sintomas freqüentemente se iniciam unilateralmente, tornando-se bilaterais com a progressão da doença, a doença pode permanecer restrita a um dos lados, por vários anos, agravando-se, porém constantemente antes que o outro lado seja afetado. Esses sinais se caracterizam por apresentar início insidioso, sendo o tremor o primeiro sintoma em 70% dos casos.

Um dos objetivos da fisioterapia na reabilitação de pacientes portadores de doenças neurológicas crônicas é alcançar maior grau de independência, com conseqüente melhora da sua qualidade de vida, a motivação do paciente e a aceitação no que diz respeito às alterações do seu estilo de vida são fatores relevantes para o sucesso da reabilitação. 

Na doença de Parkinson a fisioterapia atua nos sinais e sintomas, tais como: rigidez, bradicinesia, tremor e marcha, com o objetivo a minimizar e retardar a evolução destes sintomas, proporcionando uma melhora na sua funcionalidade.

O tratamento consiste em treinamento das atividades mais difíceis de serem executadas pelo paciente, manutenção ou melhora das condições musculares, através de exercícios de alongamento e fortalecimentos globais, além de exercícios posturais e de equilíbrio, todos eles e associados a movimentos respiratórios, oferecendo ao pacientes condições ideais ou próximas disso, para que possa realizar atividades mais facilmente.
Para realizar esse o tratamento, a conduta do profissional não deve ser restrita ao protocolo de tratamento, mas também a boa avaliação, monitorização do progresso e orientação aos parentes nos cuidados e na convivência com o doente.

Seu diagnóstico precoce é de grande importância retardando uma maior perda neuronal e conseqüentemente perda funcional.

(*) O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia. Dúvidas e Sugestões: paulinhok10@hotmail.com  

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