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quarta, 08 de abril de 2020
Qualidade de Vida

Estresse (quando saber se ele está acima do saudável)

27 Fev 2020 - 07h40Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Estresse (quando saber se ele está acima do saudável) -

Estresse é uma resposta física do nosso organismo a um estímulo. Quando estressado, o corpo pensa que está sob ataque e muda para o modo “lutar ou fugir”, liberando uma mistura complexa de hormônios e substâncias químicas como adrenalina, cortisol e norepinefrina para preparar o corpo para a ação física, é pela ação desses mediadores que, num momento de pavor, os pelos ficam eriçados (diante do cão ameaçador, o gato fica com os pelos em pé para dar impressão de que é maior), o batimento cardíaco e a pressão arterial aumentam, o sangue é desviado do aparelho digestivo e da pele, por exemplo, para os músculos que precisam estar fortalecidos para o combate ou para a fuga quanto mais a situação durar ou quanto mais grave ela for, mais estressada a pessoa pode ficar, porem, há meios de se aprender a lidar com o stress de modo que mesmo nos piores momentos o organismo não entre em colapso.

A atividade física ajuda a neutralizar a ação dos neurotransmissores que são liberados pelo estresse, porque nosso organismo tem uma fábrica excelente de endorfina. Se fizermos exercícios, quaisquer que sejam eles, por mais de 20 minutos, o nível de endorfina, principalmente no cérebro, aumenta e isso proporciona uma sensação de bem-estar.

Vencido o desafio, vem a fase do pós-estresse. Quem já passou por um susto grande sabe que depois as pernas ficam trêmulas e, às vezes, andar é impraticável.

Estresse é um termo que se vulgarizou nos últimos tempos.

Queixa-se de estresse o homem que chega em casa depois de um dia de muito trabalho, de trânsito pesado e das filas do banco. Queixa-se a mulher que enfrentou uma maratona de atividades domésticas, profissionais e com os filhos à noite, terminado o jantar, com as crianças recolhidas, ambos têm forças para trocar de roupa e cair na cama.

Estresse e cansaço não são sinônimos, o primeiro é essencial para a sobrevivência, no entanto, a cronicidade do estímulo estressante acarreta consequências danosas ao nosso organismo, a palavra estresse não cabe nesse contexto. O que eles sentem é cansaço, estão exaustos e uma noite de sono é um santo remédio para recompor as energias e revigorá-los para as tarefas do dia seguinte.

A palavra estresse, na verdade, caracteriza um mecanismo fisiológico do organismo sem o qual nós, nem os outros animais, teríamos sobrevivido, se nosso antepassado das cavernas não reagisse imediatamente, ao se deparar com uma fera faminta, não teria deixado descendentes. Nós existimos porque nossos ancestrais se estressavam, isto é, liberavam uma série de mediadores químicos (o mais popular é a adrenalina), que provocavam reações fisiológicas para que, diante do perigo, enfrentassem a fera ou fugissem.

Nem sempre o estresse é algo ruim, afinal, em quantidades adequadas ele pode deixar a memória mais afiada, proteger o corpo de infecções, entre outros benefícios. Quando o estresse é excessivo e se torna crônico, porém, é considerado um problema.

Se nos estressamos diariamente quando acordamos atrasados, enfrentamos trânsito, sofremos pressões do chefe, além de aquelas preocupações com os boletos para pagar, a saúde vai cobrar o seu preço. Sábio, porém, o corpo envia sinais físicos de que é hora de desacelerar, nos dando chances de reverter o quadro.

Leia atentamente alguns sintomas físicos do estresse excessivo e aprenda a se cuidar.

Dor nas costas: é difícil encontrar alguém que nunca reclamou de dores nas costas, nem sempre ela tem relação com alguma atividade física feita de forma errada, ou com a postura inadequada no dia a dia. Você já parou para pensar que ela pode ser resultado de um dia cheio de atividades, e consequentemente, estressante? Pois é, além de muitos outros sintomas, o estresse é capaz de provocar tensão muscular, provocando a dor nas costas, portanto o ideal é buscar alternativas para manter a calma sempre que for possível.

Dor no pescoço: o pescoço também não escapa da tensão diária, o estresse é capaz de gerar tensão muscular na região, o que acaba em dor, é bem possível investir em alongamentos ao longo do dia para evitar a dor, mas a melhor solução ainda é gerenciar o estresse, a dor já apareceu, é possível usar medicamentos relaxantes musculares, como Dorflex, uma potente combinação de analgésico e relaxante muscular. No dia seguinte, porém, é essencial manejar as situações estressantes para que você não se sinta pressionado, já que o estresse está intimamente ligado às tensões musculares.

Dor de cabeça: o estresse é realmente uma dor de cabeça? e não só no sentido figurado. O excesso de pressões e preocupações pode resultar na cefaleia tensional, o tipo mais comum de dor de cabeça, não costuma ser incapacitante, mas é bem incômoda, de intensidade leve ou moderada e nos dois lados da cabeça, pode atrapalhar muito a rotina no trabalho ou na escola, afinal, quem é que consegue se concentrar e produzir adequadamente quando a sensação de aperto na cabeça não cessa?

Como a dor de cabeça tensional pode ser provocada por tensão dos músculos da cervical, ela também deve ser combatida por meio do alívio do estresse. Em casos em que isso não for possível, uma opção para amenizar o desconforto são os medicamentos capazes de relaxar os músculos tensionados, como Dorflex.

Insônia: além de provocar outros problemas no corpo, o estresse excessivo pode ser uma das causas da insônia, no entanto, qualquer dor é capaz de atrapalhar o sono, e aquelas causadas por tensões musculares não são diferentes, são capazes de atrapalhar consideravelmente o sono, fazendo-nos acordar no dia seguinte sem descansar adequadamente. Quem vive sob alto nível de estresse e está cada dia mais sonolento, deve mencionar essa informação durante uma consulta médica, pois a falta de sono adequado também pode ser uma das causas do aumento do estresse, o que gera um círculo vicioso.

Epidemia global, é assim que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o estresse, uma doença que atinge mais de 90% da população do mundo. Irritações no trânsito, excesso de trabalho, falta de descanso e até mesmo falta de uma ambiente familiar favorável. Vários fatores podem levar ao problema, que, se manifestado em graus elevados, se torna responsável por um desequilíbrio do organismo e pelo aumento dos casos de outras patologias, inclusive fatais.

A pessoa que não sabe administrar os problemas de cada dia precisa aprender a fazê-lo. Às vezes, a ajuda de um profissional é indispensável para evitar que a qualidade e o tempo de vida fiquem seriamente comprometidos por esse comportamento.

olá fiéis leitores, como em algumas patologias mais complexas e para um bom entendimento peço que aguardem mais colunas relacionadas ao estresse, desde já muito obrigado e até nosso próximo capítulo, forte abraço.

(*) O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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