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segunda, 21 de outubro de 2019
Qualidade de Vida

Espondilite Anquilosante

23 Mai 2019 - 07h00Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Espondilite Anquilosante -

A espondilite anquilosante é uma doença reumatológica que se caracteriza por inflamação das articulações da coluna crônica incurável, em especial da articulação sacro ilíaca na parte mais baixa da coluna e inflamação no local onde os tendões se inserem nos ossos, espondilite anquilosante é uma doença incurável, que afeta as articulações do esqueleto axial, podendo causar (nos casos mais graves) lesões nos olhos, coração, pulmão, intestinos e pele.

Acomete principalmente homens jovens e é relativamente comum, podendo atingir até 0.5% dos indivíduos adultos de algumas populações, é uma doença auto-imune de causa exata ainda incerta, porém se sabe que ela ataca preferencialmente indivíduos portadores do gene HLA-B27, em casos que a pessoa possua o HLA-B27, a teoria mais aceita é a de que a espondilite anquilosante pode ser desencadeada por uma infecção intestinal, justamente por elas já estarem geneticamente predispostas a desenvolver a doença, não se conhece a causa da doença, que acomete mais os homens do que as mulheres, a partir do final da adolescência até os 40 anos. A espondilite anquilosante não é transmitida por transfusão de sangue ou contágio, a chance dos pais com a doença passarem para os seus filhos não é maior do que 15%, contra os 85% de gerar crianças sem essa condição.

 A Espondilite Anquilosante não tratada pode tornar-se incapacitante.

As inflamações na coluna e nas articulações sacro ilíacas geram dores crônicas na região lombar e nas nádegas, as dores são piores pela manhã, logo ao acordar, e tendem a melhorar parcialmente ao longo do dia através da movimentação normal do dia á dia.  A inflamação pode causar dor nos calcanhares e um terço dos portadores da doença poderá apresentar também inflamações (dor e inchaço) em outras articulações, tais como joelhos, tornozelos, ombros e quadris.

Uma característica da Espondilite Anquilosante faz com que as vértebras na coluna se fundam assim diminuindo sua mobilidade, fazendo com que ela fique menos flexível podendo resultar numa postura curvada para frente. Além disso, as costelas sendo afetadas pode ser difícil respirar profundamente.

Com o tempo, se não tratada adequadamente, as regiões torácica e cervical da coluna também podem ser afetadas e pode ocorrer a calcificação dos ligamentos da coluna, com redução significativa da sua mobilidade ou movimentação normal da coluna. No entanto, hoje estão disponíveis excelentes tratamentos, que associam medidas não-farmacológicas, como exercícios de alongamento e fortalecimento muscular muito através do Pilates, a medicamentos capazes de desinflamar e bloquear a agressão imunológica às articulações.

Os sinais e sintomas da doença normalmente começam logo no início da fase adulta. Apesar de ainda não existir cura para espondilite anquilosante, com o tratamento adequado é possível diminuir a dor e minimizar os demais sinais e sintomas da doença.

Especialistas que podem diagnosticar Espondilite Anquilosante são os médicos, Clínico geral, Reumatologista e o Ortopedista.

O diagnóstico leva em conta os sinais e sintomas, os resultados de exames laboratoriais de sangue e os achados radiográficos nas articulações da região sacro ilíaca. O diagnóstico precoce é de extrema importância para evitar a progressão da doença e suas complicações, as alterações não costumam estar visível na fase precoce podendo ser necessária uma ressonância magnética da coluna vertebral para conseguir uma análise mais detalhada dos ossos e tecidos, a fim de revelar dados sugestivos ainda na fase inicial.

A manifestação inicial da espondilite anquilosante é dor lombar que persiste por mais de três meses, a dor pode irradiar-se para as pernas e estar associada a uma rigidez da coluna mais acentuada no começo do dia. Outros sintomas são o comprometimento progressivo da mobilidade da coluna que vai enrijecendo (anquilose), da expansão dos pulmões e aumento da curvatura da coluna na região dorsal, com a evolução da doença, a tendência é a dor tornar-se mais intensa, especialmente à noite.

Os sintomas são: Dor na lombar, Dor na coluna (inteira ou parte dela), Dor e inchaço nas articulações dos ombros, joelhos e tornozelos, Dor e rigidez no quadril, Dor nas articulações sacrilíacas (entre a pelve e a coluna vertebral), Dor no calcanhar, Rigidez matinal, Dificuldade para expandir completamente o tórax (respirando fundo, por exemplo), Fadiga, Febre baixa, Inflamação nos olhos ou uveíte (inflamação nas estruturas internas do globo ocular), Perda de movimentos ou mobilidade na parte inferior da coluna, Perda não intencional de peso.

O objetivo do tratamento para controle da espondilite anquilosante é aliviar os sintomas dolorosos e reduzir o risco de deformidades. Para tanto, pode-se recorrer ao uso de medicamentos indicados que merecem destaque são os antiinflamatórios não-esteroidais, os analgésicos e os relaxantes musculares, a sulfasalazina tem-se mostrado eficaz para retardar a evolução da doença, à fisioterapia e à cirurgia, se for necessário substituir a articulação do quadril.

O acompanhamento Fisioterápico é fundamental para o portador da enfermidade manter um programa de exercícios posturais e respiratórios, a fim de fortalecer os músculos e favorecer a mobilidade das juntas.

Cirurgias não são indicadas com a finalidade de tratar a espondilite anquilosante, apenas quando a pessoa tem alguma outra complicação ou problema na coluna cervical, mas são casos mais raros.

Não há formas conhecidas de prevenção de espondilite anquilosante. A conscientização sobre os fatores de risco pode possibilitar a detecção precoce e o tratamento adequado desde cedo, fazendo com que seja possível prevenir ou retardar as complicações mais graves da doença.

Não se descuide da prática dos exercícios posturais e respiratórios indicados pelo fisioterapeuta.

A imobilidade acelera a evolução da doença, opte por uma dieta balanceada que ajude a controlar peso, procure manter a postura correta sempre, qualquer que seja a situação, escolha um colchão firme e sem ondulações para manter a coluna estável, enquanto dorme ou descansa não se automedique para aliviar a dor ou o desconforto. Procure assistência médica para diagnóstico e tratamento.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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