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quarta, 03 de março de 2021
Qualidade de Vida

Cervicalgia (Coluna Cervical)

06 Jun 2018 - 06h47Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Cervicalgia (Coluna Cervical) -

Ao se falar em Patologias da coluna, no primeiro instante pensamos na região lombar, mas a coluna se estende desde a base do crânio onde se situa á região cervical com 7 vértebras C7, passando pela região torácica com 12 T12 vértebras dando seguimento as  5 vértebras lombares L5, a região sacral com 5 vértebras fundidas S1 até o cóccix com 5 ou 4 vértebras fundidas S2.

As vértebras cervicais são bem menores e o canal medular é proporcionalmente maior nesta parte do corpo, a alta mobilidade da coluna cervical também é outro fator que merece destaque, tanto no seu funcionamento saudável quanto no desenvolvimento de patologias, podemos dizer que as doenças da coluna cervical são classificadas quanto à natureza, problemas articulares (mecânicos), ósseos, neurais ou mistos,  a degeneração dos discos e artroses (bico de papagaio) são comuns na região.

Estas condições podem ser aceleradas ou precipitadas pelo envelhecimento, trauma ou uso repetitivo. A despeito das condições degenerativas ou traumáticas da coluna cervical, os tumores primários da coluna são raros, sendo 40 vezes menos presentes do que as lesões metastáticas, traumas que acometem a coluna cervical são potencialmente gravíssimos por colocar em risco a medula espinal.

Graças a uma grande flexibilidade da coluna cervical, a cabeça consegue ter uma boa mobilidade em movimentos de girar, estender para trás ou flexionar para frente, a realização desses movimentos é possível, sobretudo, em decorrência do trabalho das articulações da coluna, que também auxiliam na proteção do conteúdo interno – a medula espinhal.

Uma estrutura mais flexível, denominada disco intervertebral, localiza-se entre as vértebras, auxiliando na mobilidade e atuando como uma espécie de “amortecedor” do conjunto de vértebras, com o passar dos anos, o disco pode sofrer graus variáveis de degeneração, ficando mais fino ou até mesmo se deslocando do seu local natural entre as vértebras, o resultado desse fenômeno pode ser a causa da dor na coluna cervical.

Entre as patologias mais encontradas na região cervical, destacam-se: degeneração discal, uncoartrose, espondiloartrose, degeneração das articulações facetarias, hérnia de disco, osteofitose, estenoses, mielopatia, discite, tumores, fratura, fusão congênita ou adquirida, espondilite anquilosante, instabilidade, artrite reumatoide, invaginação basilar, deformidade coronal ou sagital.

A cervical tem afastado muitas pessoas de suas atividades, como trabalho, esporte e lazer. Tarefas simples, como digitar, dirigir e assistir à TV torna-se os momentos sobre os quais os pacientes relatam maiores desconfortos.

A região cervical possui conexão direta ou indireta com diversas partes do corpo, como a cabeça, o ombro, a caixa torácica e a região lombar. Serve de base de sustentação e aumenta a amplitude de movimento de flexão, extensão, rotação e inclinação do crânio sobre a primeira vértebra cervical (C1), faz ligação com o ombro por meio dos músculos que interligam a escápula e a clavícula com a cervical.

O posicionamento da região lombar e torácica contribui para um bom ou mau posicionamento da cervical.

Um conjunto de fatores, má postura ao trabalhar, ler ou assistir a TV, sedentarismo, disfunções em articulações relacionadas com a cervical, movimentos repetitivos, estresse e fatores genéticos, após um período com algumas dessas alterações, aparecem os primeiros sintomas e, se não tratados, podem causar dores muito fortes e incapacitantes.

As doenças que, comumente, causam dor na coluna cervical, são: torcicolo (dor que se limita aos músculos ao redor do pescoço), estenose cervical (formação de osteófitos, mais conhecidos como (bicos de papagaio), que ocupam espaço e acabam comprimindo áreas onde estão presentes estruturas nervosas, causando dor, formigamentos, dormência e fraqueza), hérnia de disco cervical (ruptura na parte externa do disco intervertebral, o ânulo fibroso, com conseqüente deslocamento do material interno, o núcleo pulposo, que acaba comprimindo alguma raiz cervical), traumatismos, neoplasias e artrose.

A Cervicalgia pode ser decorrente de desordem mecânica, fatores posturais e ergonômicos ou do excesso de sobrecarga dos membros superiores. A dor cervical resulta em perda na produtividade importante em certas ocupações e a maior predisposição de lesão associa-se a certos tipos de atividades e à idade.

 A Cervicobraquialgia, por sua vez, caracteriza-se por dor cervical com irradiação para membro superior, normalmente devido à compressão da raiz nervosa proveniente da região cervical sub-axial. Trabalhos que envolvam movimentos repetitivos de membros superiores e flexão da coluna cervical estão relacionados à dor cervical.

Outros fatores também podem contribuir para o surgimento ou agravamento da dor na coluna cervical, Lesões e acidentes, Movimentos repetitivos, Má postura por muitas horas, Estresse ou tensões emocionais e outras patologias mais.

O tratamento é feito após uma avaliação escolhida de acordo com as necessidades detectadas na avaliação, fazendo com que o tratamento seja individualizado, o tratamento para todos. Entre as técnicas que podem ser selecionadas, estão à tração, fisioterapia manual e exercícios para estabilização cervical e escapular, para prevenir novas dores, o Paciente deve dar continuidade aos exercícios selecionados para a melhora de suas debilidades e por uma qualidade de vida melhor.

A Fisioterapia é indicada tanto no caso das Cervicalgias agudas como nas crônicas, pois existem métodos adequados para cada estágio, como a Facilitação Neuromuscular proprioceptiva e a Reeducação Postural Global, utilizando contrações isométricas ou isotônicas associadas a técnicas específicas com alongamentos ou relaxamento em posturas apropriadas. Sendo assim, o tratamento será indicado conforme o diagnóstico Cinesiológico funcional.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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