segunda, 20 de maio de 2024
Solidariedade

Voo direto para regiões isoladas do RS sairá nesta quarta-feira do aeroporto de Ribeirão Preto

Iniciativa é de grupo de empresários e pilotos para que aviões de pequeno porte cheguem a regiões ilhadas pousando em pista simples

14 Mai 2024 - 15h02Por Assessoria de Imprensa
Voo direto para regiões isoladas do RS sairá nesta quarta-feira do aeroporto de Ribeirão Preto - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Nesta quarta-feira, 15, um voo com destino a regiões ilhadas do Rio Grande do Sul, sairá de Ribeirão Preto carregado de doações. Essa iniciativa vem da união de empresários que possuem aeronaves menores, e de pilotos, para socorrerem áreas em que produtos não chegam via terrestre e nem por meio de grandes aviões por não ter aeroporto nestas localidades.

Até o momento, oito decolagens com medicamentos, produtos de limpeza e higiene e mantimentos já saíram da cidade para Novo Hamburgo, Eldourado do Sul e São Leopoldo. Com estradas interditadas e alagadas, esse foi um meio mais rápido que empresários e pilotos de Ribeirão Preto, encontraram para que as doações chegassem a locais mais distantes e ilhados do estado.

Desta união, tudo é voluntário. A aeronave cedida por cada empresário, o piloto que opera sem receber nada por isso e as doações que são encaminhadas para o hangar. “Essas aeronaves comportam até 600 quilos e já enviamos 4.800 quilos de donativos. Só de medicamentos no primeiro voo, foram nove mil Dipirona”, ressalta Marco Aurélio Martins, um dos coordenadores dessa missão. Um dos modelos de avião mais usado é a King Air C90, bimotor, turbo hélice, que comportaria até oito passageiros, mais tripulantes.

Fábio Britto de Farias, dono de uma empresa de importação de aeronaves, é um dos empresários que cedeu o avião para envio das doações. “Fizemos o primeiro voo no dia 7 de maio para lá e conseguimos levar a doação para a ponta mesmo, onde as pessoas não têm acesso. Foram quase quatro horas de voo e pousamos em Novo Hamburgo”, explica ele.

Ainda de acordo com o empresário, a aeronave ficou no Rio Grande do Sul por quatro dias, como apoio de voo entre as cidades isoladas. “Coloquei o avião à disposição e fizemos voos entre Itapema, Santa Catarina, onde foi montado uma base a Novo Hamburgo e outras cidades”, reforça Fábio Britto de Farias, que faz um apelo: “Vamos continuar fazendo os voos e precisamos de apoio para mais pilotos voluntários e doação de combustível do avião.”

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