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quarta, 01 de abril de 2020
Brasil

Quanto rende o CDB em 2020?

24 Fev 2020 - 08h45Por Experta Média
Quanto rende o CDB em 2020? - Crédito: Pixabay Crédito: Pixabay

O relatório Focus, feito pelo Banco Central, aponta que a expectativa do mercado financeiro é que a taxa básica de juros (Selic) continue na mínima histórica até o final de 2020. 

Consequentemente, as aplicações cuja remunerações são atreladas a essa taxa, como a poupança, estão se tornando menos atrativas. 

Por outro lado, o perfil do brasileiro, quando se fala em investimentos, tende ao conservadorismo. De acordo com uma pesquisa realizada em 2019 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) em conjunto com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a tradicional caderneta segue na preferência da maioria dos brasileiros (65%) que consegue guardar dinheiro. Entre os motivos, o medo de perder dinheiro e a falta de conhecimento. 

No entanto, ao não buscar informações sobre opções de investimento, muitas pessoas não descobrem que há outras aplicações disponíveis no mercado que também são seguras, fáceis de serem realizadas e até mais rentáveis. Um ativo que ganha destaque neste cenário é o Certificado de Depósito Bancário, o CDB

O que é CDB?

Trata-se de um título de renda fixa, isto é, um investimento no qual a rentabilidade é conhecida no ato da aquisição. 

Este produto financeiro foi instituído por meio da Lei 4.728, de 14 de julho de 1965, cujo objetivo era ser uma fonte de captação de recursos para as instituições financeiras. Desta forma, como o próprio nome sugere, é um papel emitido pelos bancos.

Em outras palavras, o investidor empresta dinheiro ao banco para que este destine a alguma atividade que vise seu desenvolvimento.

 O CDB conta com alguns atrativos, como a possibilidade de comprar um ativo com liquidez diária e o fato de contar com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante ressarcimento ao investidor ao limite de  R$ 250 mil por CPF. 

Como é um produto de renda fixa, o prazo e forma de rendimento do CDB são pré-definidas e cada instituição conta com diferentes ofertas. 

A remuneração do CDB

A rentabilidade do CDB pode ser prefixada ou pós-fixada, sendo que ambas categorias estão relacionadas a diferentes indexadores. O mais comum é que o rendimento seja atrelado à taxa DI ou CDI.

O valor da uma taxa DI costuma ser muito próximo ao da taxa Selic. No fechamento do mercado no dia 15 de janeiro de 2020, por exemplo, o índice ficou em 4,4%  ao ano. Esta taxa serve como referência no mercado financeiro para avaliar se um investimento, de qualquer tipo, tem um bom desempenho ou não.

Características do CDB 

Um título prefixado é aquele no qual o investidor conhece, no momento da contratação, o valor do indexador que determinará a rentabilidade do seu dinheiro até o vencimento do contrato.

Nos CDBs, a taxa de juros indexada a cada investimento é determinada de acordo com cada instituição financeira. Alguns bancos podem oferecer 1% ao mês e outros podem disponibilizar ativos que rendem até 10% ao ano. 

No caso do CDB pós-fixado, o indexador é definido, mas o investidor só saberá quanto irá receber ao vencimento do contrato. Ou seja, essa rentabilidade oscila até o prazo final e normalmente é atrelada ao CDI. 

Na plataforma da Genial Investimentos, é possível encontrar um CDB pós-fixado que pode pagar, por exemplo, 95% do CDI, 100% do CDI ou 102%. O percentual é aplicado sobre o Certificado de Depósito Bancário diário. Com isso, a remuneração do investimento também é diária.

É possível encontrar taxas atrativas em bancos menores, pela necessidade que estes têm de atrair clientes. Contudo, especialistas alertam que pesquisar a solidez dessa instituição, mesmo com ofertas tentadoras, é primordial para a segurança do investimento.

Por outro lado, ainda em relação à remuneração, existem CDBs híbridos cuja composição é feita por duas partes: uma fixa e outra variável. Neste caso, na maioria das vezes, estes CDBs são atrelados a um indicador de preços, como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), considerado a inflação oficial do país). Eles pagam uma taxa prefixada acrescida da inflação. 

O CDB oferece riscos?

Como é um ativo de renda fixa, pode ser uma boa opção para investidores conservadores por ser um produto financeiro que apresenta baixos riscos. Contudo, eles existem.

Este produto financeiro conta com cobertura do FGC. Desta forma, caso a instituição que emite o título falir, o investidor recupera até o valor de R$ 250 mil. Porém, se o valor aplicado for superior, a diferença não será coberta. 

Outro fator a ficar atento: os juros estão baixos e devem seguir neste patamar. Assim, quem deseja investir deve pesquisar instituições que ofereçam rentabilidade de, pelo menos, 100% do CDI. O quanto maior, melhor. 

No entanto, especialistas ressaltam que é um investimento seguro e que garante uma boa rentabilidade, indo além da poupança e essencial para diversificar a carteira de investimentos. 

 
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