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Brasil está em consonância com as diretrizes da ONU para sustentabilidade

07 Mar 2017 - 17h59Por Redação
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Há dois anos a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para orientar as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional pelos próximos 15 anos. No total, são 17 objetivos e 169 metas que envolvem temáticas como cidades sustentáveis, água e saneamento, erradicação da pobreza e educação, redução das desigualdades, dentre outras.

Desde então, o Brasil tem procurado atuar em comitês da própria ONU demonstrando empenho em alcançar os objetivos propostos. Segundo Karin Marins, professora do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), além deste esforço diplomático, atuais ações propostas pela comunidade científica brasileira também estão em consonância com os Objetivos. "Já existem importantes contribuições no âmbito de políticas públicas e instrumentos normativos visando a sustentabilidade, mas há necessidades especialmente no planejamento e desenvolvimento urbano" explica a especialista.

Para a professora, o que tem dificultado o desenvolvimento destas ações é a forma isolada como os diversos agentes que influenciam nas condições do espaço urbano das cidades brasileiras atuam. "A coordenação e a articulação de ações poderiam acelerar o processo e potencializar seus resultados, de uma forma mais abrangente e possivelmente mais justa", defende Karin Marins.

A arquiteta Rosa Maria Kalil, docente da Universidade de Passo Fundo (UPF), no Rio Grande do Sul, defende que a interação das universidades com a sociedade para aplicação de novas tecnologias deve abarcar tanto as empresas quanto as instituições públicas, executando com responsabilidade as diversas políticas urbanas, habitacionais e sociais. "O conhecimento já desenvolvido em tecnologias urbanas, aliado à participação da sociedade nos processos de gestão, requerem acordos e articulações entre os diversos agentes sociais, econômicos e técnicos", afirma a urbanista.

A professora Rosa Maria acredita que as condições geográficas, climáticas, populacionais e econômicas precisam ser entendidas desde uma pequena vila, um bairro de cidade média ou uma megalópole, formando uma rede de atenção e cuidado que contribua para promover o desenvolvimento sustentável. "O sistema educacional ainda aborda com pouca ênfase a conscientização dos cidadãos sobre as questões urbanas e ambientais. A educação para a sustentabilidade urbana deve ser transversal e continuada. Há necessidade de que as escolas e universidades tenham mais empenho em ensinar essas questões e participar ativamente da construção de cidades mais sustentáveis", defende a pesquisadora da UPF.

Tanto para Karin como para Rosa, os profissionais da área também devem estar conscientes e conectados com os desafios de promover a sustentabilidade urbana. Para ambas, planejar e gerir projetos interdisciplinares e integrados, envolvendo diferentes disciplinas, agentes, inclusive parceiros públicos, privados e a sociedade civil, deve ser o principal deles. "Pesquisas científicas e a educação com foco multidisciplinar, como as que serão abordadas no I Simpósio Nacional de Gestão e Engenharia Urbana (Singeurb), são a chave para promover uma abordagem efetiva e ampla na solução das questões urbanas".

SINGEURB

O I Singeurb, que acontece de 25 a 27 de outubro de 2017 na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), irá reunir profissionais, cientistas e estudantes de todo o país para debater e difundir os conhecimentos em Engenharia Urbana que estão sendo produzidos em instituições de ensino e pesquisa nacionais e internacionais. O evento tem o papel fundamental de repercutir na sociedade e entre os agentes públicos a temática das "Cidades e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável". "As palestras, mesas redondas, oficinas, minicursos e apresentações de trabalhos técnicos e científicos, bem como as publicações geradas a partir do I Singeurb, sem dúvida alguma, trarão importantes colaborações", afirma Bernardo Teixeira, docente do Departamento de Engenharia Civil da UFSCar e coordenador do evento.

Os interessados em apresentar projetos técnicos e científicos nas áreas de Gestão e Planejamento Urbano, Transporte e Mobilidade, Saneamento e Recursos Hídricos, Geotecnia e Geoprocessamento, Urbanismo, Habitação e Tecnologias Aplicadas, podem submeter seus resumos até o dia 10 de março, por meio do site www.singeurb2017.faiufscar.com, no qual também é possível encontrar informações sobre inscrições, o cronograma completo e dados sobre transporte, hospedagem, alimentação, lazer e turismo em São Carlos. A programação completa do Simpósio, cuja gestão é da FAI.UFSCar (Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Universidade Federal de São Carlos), será divulgada em breve.

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