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domingo, 24 de junho de 2018
Polícia

Morte do enfermeiro Chiquinho ainda é um mistério

Crime que chocou a cidade na época completou um ano nesta última semana

27 Abr 2008 - 23h43Por Redação São Carlos Agora
A morte do enfermeiro Francisco das Chagas Soares Silva, o Chiquinho enfermeiro ou Kiko como era carinhosamente chamado pelos amigos continua sendo um mistério. A Polícia ainda tem poucas informações que podem levar ao autor do bárbaro assassinato ocorrido em 24 de abril do ano passado. O caso está sendo investigado pelos policiais do 5º Distrito Policial, sob a chefia do delegado Aldo Donisete Del Santo. Até o momento várias pessoas já foram ouvidas, algumas por duas vezes, porém a Polícia ainda não conseguiu descobrir quem matou o enfermeiro a golpes de tesoura.A principal dificuldade apontada pelos policiais que cuidam do caso é a vida que Chiquinho mantinha fora do trabalho. Ele era homossexual e na época costumava se relacionar com vários parceiros através da internet. A Polícia não descarta a hipótese de que um destes parceiros, possa ter envolvimento direto com a morte. “Todas as pessoa que tiveram algum contato com ele na época estão sendo investigadas”, disse o delegado Del Santo. Apesar das dificuldades encontradas, o delegado ressaltou que o inquérito continua aberto e que ele e sua equipe estão empenhados para identificar o assassino.Logo após a morte do enfermeiro a Polícia conseguiu apurar que ele esteve um cyber-café no dia 20 de abril, onde permaneceu até a madrugada conversando com outras pessoas através de salas de bate papo e programas de mensagens instantâneas. Chiquinho se utiliza da internet e destes recursos para conseguir parceiros. A Polícia descobriu ainda que a vítima possuía um comportamento bastante discreto e reservado, inclusive seu telefone celular possuía senhas de acesso à agenda e outros serviços. Os policiais também apuraram que Chiquinho sempre portava o telefone celular. O fato do aparelho ser encontrado no chão do seu veículo que estava estacionado defronte a sua residência causou estranheza aos investigadores. O aparelho foi apreendido e encaminhado a um técnico especializado que conseguiu verificar as últimas ligações feitas e recebidas por Chiquinho antes da sua morte. A última ligação efetuada no aparelho ocorreu no dia 21 de abril, por volta das 23h para um jovem com qual ele mantinha relacionamento. Na época o rapaz foi localizado e intimado a prestar depoimento. Pessoas que já haviam sido interrogadas no ano passado, voltaram a prestar depoimentos, mas de acordo com os policiais, infelizmente não houve muito avanço nas investigações.O crime– Chiquinho foi encontrado morto na manhã do dia 24 de abril no cômodo em que morava, na rua Rodolfo Luporini, 685, Jardim Paulistano, zona norte de São Carlos. Ele residia no imóvel há oito meses. O corpo estava em baixo da cama, com várias perfurações no pescoço e uma tesoura crava na boca. Na ocasião, alguns detalhes chamaram a atenção dos investigadores que estiveram no local. O primeiro detalhe notado foi a porta de acesso ao quarto estar trancada pelo lado de dentro. O segundo detalhe foi o fato da porta da sacada que dá acesso a rua estar aberta, o que supõe que o assassino teria fugido por esta porta. No cômodo havia uma vassoura com manchas de sangue, bem como o lençol o que indica que houve luta corporal entre o agressor e a vítima. 
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