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domingo, 20 de maio de 2018
Polícia

Delegado diz que várias irregularidades e omissão contribuíram para morte de "Panco"

02 Mar 2014 - 10h30
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No início da noite de sexta-feira (28), o delegado Gilberto de Aquino da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), falou com a reportagem sobre os últimos levantamentos referente a morte do estudante da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Sérgio Gonçalves Lima, 22, o “Panco”, 

O delegado disse que as investigações ainda prosseguem e aguarda laudos oficiais do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC), bem como ofícios encaminhados a órgãos públicos que devem apontar o que realmente ocorreu naquela madrugada e a situação real do local em que foi realizado o evento. Aquino disse que ainda não ouviu os seguranças de uma empresa que prestou serviços na casa de eventos e que os mesmos serão intimados em breve. 

Aquino confirmou que na última quinta-feira (27) ouviu dois taxistas que estiveram transportando pessoas que participaram da formatura de estudantes de Educação Física da UFSCar. Para ele o depoimento de um dos taxistas e as informações sobre a segurança  faz as investigações tomar outro rumo e apontam para uma série de fatores que contribuíram para morte do universitário da UFSCar. Ele também disse que um dos taxistas afirmou que “Panco” chegou a pedir uma corrida, por volta das 3h30, mas como ele estava embriagado e teria receio de que o universitário vomitaria em seu táxi ele que cobrava R$ 25,00 a corrida, dobrou o preço que não foi aceito por Sérgio, que segundo o taxista mesmo embriagado foi muito educado e ao sair das proximidades teria voltado para parte frontal da casa de shows e falava com seguranças como se fossem pessoas conhecidas e amigas.

O segundo taxista teria dito que passou pelo corpo de “Panco” caído na estrada de terra que dá acesso a casa de shows e alega que teria comunicado um manobrista de carros dizendo para que ele solicitasse socorro ao rapaz e que posteriormente tomou conhecimento através da imprensa de sua morte. O delegado ainda informou que deverá ouvir os seguranças que teriam retirado “Panco” da festa de formatura para saber o que foi feito posteriormente. Ele não descarta um possível atropelamento com fuga do veículo atropelante, mas, ainda não apareceu ninguém que possa falar sobre este fato. 

Aquino informou que no início das investigações inúmeras informações e hipóteses para um crime de homicídio doloso (morte com intenção) e atropelamento foram ventiladas. O corpo de Sergio Gonçalves Lima, apresentava traumatismo craniano, afundamento de tórax e hemorragia interna que provocaram sua morte rápida. O delegado diz que o que realmente ocorreu naquela madrugada no Jardim Embaré será apontado no final do Inquérito Policial (IP) que deverá ser acrescido de muitas informações. “Nó temos várias perguntas que ainda não foram respondidas neste inquérito policial referente à segurança do prédio e socorro de vítimas e já sabemos que ocorreu omissão de socorro. Tudo terá que ser devidamente esclarecido, pois além da morte de Sérgio, nós vamos apurar responsabilidades e cada qual com seu quinhão de culpa e posso dizer que cada um vai responder por aquilo que omitiu”, finalizou o delegado Gilberto de Aquino. 

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