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domingo, 29 de março de 2020
Voluntários para avaliações gratuitas

Estudo da UFSCar avalia a relação entre composição corporal de idosos e Alzheimer

23 Mar 2020 - 09h31Por Redação
Estudo da UFSCar avalia a relação entre composição corporal de idosos e Alzheimer - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Comparar a composição corporal (óssea, muscular e de gordura) entre idosos preservados cognitivamente (PC) e idosos com Doença de Alzheimer (DA) é um dos objetivos de pesquisa de Iniciação Científica (IC) vinculada ao curso de Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O estudo é feito pela graduanda Stéfany Gomes da Silva, com orientação de Stela Marcia Mattiello, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Universidade, e coorientação de Natália Oiring de Castro Cezar, doutoranda em Fisioterapia também pela UFSCar.

Quanto à densidade óssea, além de compará-la entre os participantes, o estudo pretende avaliar se a relação entre osteoporose - condição metabólica que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e aumento do risco de fraturas - e DA pode ser influenciada pela Densidade Mineral Óssea (DMO).

A estudante aponta que, de acordo com a literatura, "há ligação entre menores taxas de DMO e desenvolvimento do Alzheimer, e sabe-se que esse distúrbio neurodegenerativo é um fator de risco para o desenvolvimento da osteoporose e vice-versa". No entanto, ela afirma que ainda não se tem conhecimento sobre os mecanismos que relacionam o desenvolvimento e a progressão das duas doenças, embora já se saiba que a osteoporose é mais recorrente em idosos com DA do que naqueles preservados cognitivamente.

Quanto à composição muscular e de gordura, também será realizada uma comparação entre idosos PC e com DA, além da correlação entre Alzheimer e esses dois componentes, a fim de analisar a relação entre DA, sarcopenia, dinapenia (perdas de massa e de força e potência dos músculos) e obesidade.

"Acreditamos que a mensuração da composição corporal dos idosos possa ser eficaz para reconhecer precocemente indicadores que expressem o risco de aparecimento da osteoporose, da obesidade, da sarcopenia, da dinapenia e do Alzheimer, e a hipótese é que a DMO muscular e de gordura possam ser indicadores", diz a graduanda. Se a expectativa do estudo for confirmada, a pesquisadora acredita que será possível estabelecer condutas terapêuticas capazes de maximizar o curso clínico dos diagnósticos dessas doenças, além de colaborar com profissionais na elaboração de intervenções e prevenções apropriadas para os idosos.

Para desenvolver o estudo estão sendo recrutados homens ou mulheres, a partir de 65 anos de idade, com diagnóstico de DA, leve a moderada, ou que sejam preservados cognitivamente. Os idosos não podem estar institucionalizados, precisam ter disponibilidade para participar das avaliações, não podem ter comprometimentos funcionais ou sensoriais que interfiram as avaliações e nem doenças como Parkinson, acidente vascular encefálico, esclerose múltipla, síndrome de Huntington, epilepsia e traumatismo cranioencefálico. São ofertadas 128 vagas para voluntários e todos passarão por avaliação cognitiva, de funcionalidade e de perda de força musculoesquelética, além da análise da composição mineral óssea por meio de equipamento específico.

As avaliações serão realizadas no DFisio, que fica na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar, assim que as atividades acadêmicas forem retomadas na Universidade após o período de precaução ao Coronavírus. Os interessados devem entrar em contato com a pesquisadora até o mês de julho pelo telefone (16) 99375-3727 ou pelo e-mail stefanygomes.ft@gmail.com.

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