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terça, 11 de maio de 2021
Região

Queda da própria altura mata 1 pessoa a cada 4 dias em SP

Saúde registra 83 óbitos e 20,2 mil internações em todo o Estado em 2011 e homens são as principais vítimas

06 Ago 2012 - 15h13

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, a cada quatro dias, uma pessoa morre em decorrência de tropeção, escorregão ou queda da altura do próprio corpo. Em todo o Estado foram registrados 83 óbitos em 2011. Das vítimas fatais, 55% eram homens.

A população com mais de 60 anos está mais exposta ao óbito após uma queda, com o registro de 65 ocorrências no ano passado. Segundo o supervisor médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgência (Grau) da Secretaria, Gustavo Feriani, uma fratura nessa faixa etária é mais difícil de ser tratada.

"Durante a internação ainda podem aparecer complicações que fragilizam o quadro clínico do paciente idoso, como tromboses e problemas pulmonares", afirma Feriani.

O médico alerta sobre alguns cuidados que ajudam a diminuir a incidência de acidentes em pessoas com mais de 60 anos. "Não deixar tapetes no caminho de um idoso e instalar barras de apoio e adesivos antiderrapantes podem evitar as quedas", orienta.

As regiões que apresentam mais casos de óbito em decorrência de queda do mesmo nível, escorregão ou tropeção são São José do Rio Preto (14), Baixada Santista (13), Grande São Paulo (10) e São João da Boa Vista (10).

Internações

Em 2011, a Secretaria ainda registrou 20,2 mil internações por conta de queda do mesmo nível, escorregão ou tropeção. Isso equivale a seis hospitalizações diárias em todo o Estado. Os homens lideram as hospitalizações, com 60%.

O maior índice de internações se concentra entre os 30 e 49 anos (5,2 mil ocorrências). Na sequência estão as pessoas com mais de 70 anos (3,9 mil) e a faixa etária dos 15 aos 29 anos (3,8 mil).

A Grande São Paulo é a região com maior número de internações, com 10,7 mil, seguida por Campinas, com 2 mil, e Taubaté, com 1,7 mil.

De acordo com Feriani, o homem em idade ativa se expõe mais que a mulher, por isso estaria mais suscetível a esse tipo de acidente. Para o especialista, além de escoriações, a vítima também pode apresentar quadros de entorse, contusão e até fratura.

"Além da qualidade e da preservação da pavimentação em que se anda, a ocorrência de mal súbito, desmaio, labirintite ou até mesmo uma crise provocada por diabetes podem ser possíveis causas para uma queda da própria altura", explica o supervisor do Grau.

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