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quarta, 20 de janeiro de 2021
Região

Líder do PCC é preso em Ribeirão Preto

Suspeito é acusado de comandar operação em 100 cidades; mais oito pessoas integravam a quadrilha

27 Jul 2013 - 11h02Por Com informações Jornal a Cidade
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Líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), que comandava o tráfico de drogas em Ribeirão Preto e mais 100 cidades da região, foi preso na manhã desta sexta-feira (26), na casa dele, no bairro Planalto Verde. A informação é do delegado Gustavo André Alves, do Setor de Inteligência da Polícia Civil, que chegou até o suspeito depois de sete meses de investigações.

Também foram presas mais oito pessoas - segundo o delegado, todas líderes importantes do bando nos bairros Adelino Simioni e Vila Carvalho. Quatro estão foragidos.

"Durante este período, foram identificados os principais líderes da organização e os responsáveis pela parte financeira do grupo. O principal líder está preso. Ele é o maior da organização e integrante do PCC. Com estas prisões, desarticulamos o tráfico e a organização criminosa", afirma Gustavo.

Segundo o delegado, Reinaldo Zanotti era o principal líder da quadrilha. Eloi Emanoel Pereira e Juliano de Souza cuidavam da parte financeira, e os outros membros do grupo eram gerentes que cuidavam da distribuição da droga.

"Cada pessoa tem uma função específica. A organização criminosa se equipara a uma empresa. Cada local tem o seu gerente e seus funcionários", explica Gustavo. "Reinaldo era o diretor da empresa. A palavra final era dele. Ele já tem passagem por roubo e tráfico de drogas", complementa.

Área 016

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o PCC divide o Estado entre os líderes por DDD. O líder de Ribeirão dominava o tráfico em todos os municípios com DDD 016.

E está aí mais um grande trunfo da Polícia Civil: a apreensão de um grande volume de material contendo a contabilidade das lideranças do PCC. A Polícia não informou qual o volume de drogas e de recursos financeiros movimentados pela quadrilha. "Não temos como passar estes valores, mas mensalmente eles levantavam dinheiro e enviavam para as lideranças da facção", afirma.

A advogada Ana Paula Vargas Mello, que defende Reinaldo e Eloi, vai analisar o processo para depois verificar quais as medidas judiciais que serão tomadas. "Vamos verificar as interceptações telefônicas, porque elas não estão anexadas no processo, para depois tomar as medidas judiciais cabíveis", afirma.

Bens devem ser bloqueados

O delegado Gustavo André Alves diz que o próximo passo da investigação é fazer o levantamento dos bens dos principais líderes da quadrilha.

"Alguns têm chácaras, carros novos e possuem casas comuns, mas bem estruturadas. Eles têm determinado recurso para quem não tem trabalho e um padrão de vida razoável. No desdobramento das investigações, poderá haver sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias", afirma.

O delegado acredita que, nos próximos dias, outros envolvidos com a quadrilha deverão ser presos. "Há integrantes de menor escalão. Existem outras organizações criminosas na cidade."

O grupo foi indiciado por tráfico de drogas, associação ao tráfico e formação de quadrilha.

 

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