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sexta, 05 de março de 2021
Região

Homem é morto pelo cunhado ao defender o sogro

22 Jul 2016 - 08h27
Movimentação policial defronte a casa onde ocorreu o crime. (foto Araraquaraja.com) - Movimentação policial defronte a casa onde ocorreu o crime. (foto Araraquaraja.com) -

Uma discussão em família terminou em tragédia em frente a uma casa na Avenida João Pires de Camargo, no Santa Angelina, em Araraquara, na noite desta quinta-feira. 

Um homem de 33 anos, que seria usuário de drogas, armado com uma faca rendeu o motorista de um ônibus e o forçou a levá-lo até a casa do pai adotivo. "Ele me pegou no ponto final do Parque Gramado, mostrou a faca e falou que eu precisava levar ele para resolver uma coisa", conta o motorista de 44 anos, que pediu para ter o nome preservado com medo de represálias.

Ao chegar no bairro, tomou a chave do motorista, pois avisou que ele o levaria de volta ao bairro onde mora. Lá, segundo a Polícia Militar (PM), passou a dar murros e chutes no portão com a intenção de ferir o pai de 77 anos. Quando já estava quase desistindo, o acusado, então, devolveu a chave ao motorista do ônibus da linha municipal. O cunhado, Mateus Antônio de Paula, 39, que mora na mesma rua ficou sabendo da confusão e foi defender o sogro.

O motorista do ônibus vendo a discussão foi embora. Na briga, o acusado esfaqueou o cunhado no rosto ainda na calçada da casa. Ele morreu na hora. Mateus Antônio de Paula trabalhava em um supermercado, era casado e tinha um filho de um ano. Depois do crime, o acusado fugiu, mas foi detido por policiais militares no cruzamento da Avenida Adélia Izique com a Rua Imaculada Conceição, no Santana.

Ele já tinha contra si um Boletim de Ocorrência de ameaça registrado pelo pai, em 28 de abril do ano passado. Na ocasião, o acusado foi pedir dinheiro para comprar drogas. Como o pedido não foi atendido ele se revoltou. Ao Araraquara Já, o acusado, que diz trabalhar como cobrador para um representante comercial, negou ser usuário de drogas e admitiu ter ido na casa para cobrar um dinheiro que o pai lhe devia.

Aparentemente alterado, não explicou porque levou a faca e também negou ter ameaçado o motorista do ônibus da linha Parque Gramado/Jardim Morumbi. "Falei que era para ele me levar e eu pagaria quando chegasse lá." Antes de prestar depoimento, ele admitiu ter matado o cunhado por acaso. "Só queria acertar a bochecha dele, não imaginei que ele iria morrer. Estou arrependido."

 

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