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domingo, 20 de junho de 2021
Região

Comerciante sofre sequestro-relâmpago em Araraquara

13 Mar 2015 - 09h16Por araraquara.com
Policiais rapidamente chegaram à loja onde estavam presos os funcionários - Policiais rapidamente chegaram à loja onde estavam presos os funcionários -

Um comerciante de 43 anos foi vítima de um sequêstro-relampago no final da tarde de quinta-feira, em Araraquara. Ele estava em sua loja de roupas, na rua Nove de Julho, no Centro, quando foi levado de lá por criminosos. Com o carro da vítima, os assaltantes foram até a casa do comerciante de onde levaram alguns pertences. 

Depois de quase duas horas ele foi abandonado, apenas de cueca, em um canavial, próximo a Américo Brasiliense. Funcionários e clientes também ficaram sob a mira dos bandidos e foram trancados dentro da loja.

As vítimas disseram, sem se identificar, que a loja estava para fechar. Eram quase 18h,  quando dois rapazes entraram no local como se fossem clientes. Um terceiro ficou mais para trás, na entrada da loja. Nesse momento, anunciaram o roubo. Quatro funcionários e duas clientes foram levados por um dos assaltantes, armado com revólver, para os fundos da loja.

Eles foram trancados no provador  e os criminosos fugiram com o comerciante após baixarem a porta da loja. “Nós ficamos no provador por cerca de duas horas. Tínhamos medo deles fazerem algo contra nosso patrão. Por isso ficamos quietos lá dentro. Mas uma das funcionárias começou a passar mal e pedimos água. Como ninguém respondia, decidimos empurrar os pufes que bloquearam a porta do provador e saímos”, conta uma funcionária. 

Medo

De acordo com outro funcionário, eles temiam que algum assaltante tivesse ficado na loja. “Nós ficamos quietos e ficaríamos o tempo que fosse necessário. Por temer nossas vidas e para que nada ocorresse com nosso patrão. Quando vi a arma, quase enfartei. Pensei que íamos morrer”, conta o vendedor de 25 anos. 

“Eles falaram ‘fiquem tranquilos que não vamos levar nada de vocês, porque estão ganhando o pão, assim como nós também estamos”, recorda outra funcionária. 

 O comerciante disse aos policiais que tentou olhar para o rosto deles, mas acabou sendo agredido. “Eles me deram um soco na nuca e disseram que se eu tentasse olhar para eles novamente eu seria morto. Daí não vi mais nada.”

Ele completa dizendo que enquanto os funcionários eram trancados, os criminosos pegaram todo o dinheiro do caixa (cerca de R$ 300) e saíram da loja. “Me levaram até meu carro e seguiram comigo até em casa”, diz.

Os assaltantes reviraram sua casa, na Vila Melhado, em busca de objetos de valor. Pegaram alguns relógios e voltaram para o veículo. Pensando na fuga, os assaltantes perguntavam a todo momento sobre onde ficava a saída da cidade.

Eles seguiram até um canavial na cidade de Américo Brasiliense. “Eles tiraram minha roupa, me deixaram só de cueca. Depois, me trancaram no porta-malas e pediram para eu esperar umas duas horas para sair. Um tempo depois que eles foram embora,  saí do carro e fui buscar ajuda na rodovia, pois levaram até as chaves do carro e por isso fui para a pista pedir ajuda”.

Socorro

Ele foi encotrado pela Polícia Militar, após motoristas avistarem o comerciante pedindo socorro. Com a chegada da PM, o homem explicou o que havia ocorrido, e então outra viatura seguiu até a loja para resgatar os funcionários presos no local.

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