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quarta, 27 de janeiro de 2021
Mistério...

Após um ano, mãe busca provar que filha não morreu de overdose

Miloane Corrêa foi encontrada sem vida no dia 11 de janeiro, dois dias após seu desaparecimento.

13 Jan 2021 - 09h05Por Marcos Escrivani
Miloane Corrêa foi encontrada morta no dia 11 de janeiro do ano passado - Crédito: arquivo pessoalMiloane Corrêa foi encontrada morta no dia 11 de janeiro do ano passado - Crédito: arquivo pessoal

Para a dona de casa Walmeire Luiza Terezão, 46 anos, sua luta será eterna, até que consiga provar que sua filha, Miloane Corrêa, na época com 20 anos, encontrada morta em uma estrada de terra um canavial que liga Dourado a São Carlos, no dia 11 de janeiro de 2020, dois dias após o desaparecimento, não teria sido por overdose causada por entorpecentes, de acordo com perícia da Polícia Civil.

Segundo ela, em entrevista ao São Carlos Agora na manhã desta quarta-feira, 13, o laudo médico da causa oficial da morte não teria sido entregue aos familiares e ela acredita que a filha foi espancada e morta por estrangulamento. “Ela pode até ter usado drogas e ter tido uma overdose. Porém a gente encontrou ela em meio a um matagal a dois quilômetros de onde estava, em um carro, com uma pessoa que dizia ser seu amigo”, contou Walmeire.

Consta da apuração que este amigo, na época, estaria com Miloane e que ambos utilizaram de entorpecentes e o veículo em que estavam atolou. O rapaz afirmou que teria ido pedir ajuda e quando voltou a moça não estava mais no carro.

Walmeire visita local onde a filha foi encontrada morta. Foto: arquivo pessoal

Já a mãe de Miloane disse que após localizar o corpo, familiares investigaram por conta própria o motivo da morte, já que não acreditam no laudo da Polícia Civil, que teria sido overdose, uma vez que Miloane teria marcas roxas pelo corpo. Eles acreditam que a jovem foi morta e deixada no local.

PARA A MÃE, MUITO MISTÉRIO E INFORMAÇÕES QUE NÃO BATEM

Após um ano da morte de Miloane, Walmeire disse que encontrou pelo caminho muito descaso por parte das autoridades policiais, além de contradições. “Não está normal”, contou. “No atestado de óbito fala uma coisa, mas quando eu vi minha filha morta, o que vi, é totalmente diferente”, assegurou.

Walmeire contou que o corpo de sua filha apresentava ferimentos diversos, além de hematomas pelo corpo. “O umbigo estava machucado, além do olho esquerdo. Acho que o nariz estava fraturado e o braço direito deslocado. Seu pezinho esquerdo estava torcido. Tenho certeza que ela foi espancada e depois estrangulada, pois acredito que a terceira vértebra do pescoço estava quebrado. Vou pedir no Ministério Público a exumação do seu corpo”, afirmou. “Tem sinal de estrangulamento e a Justiça disse que investiga o caso. Mas a gente não encontra nenhuma resposta um ano depois”, desabafou a mãe. “Enquanto não provar a verdade, não irei sossegar. Nem que isso leve minha vida inteira”, garantiu.

SONHO INTERROMPIDO

Walmeire reconheceu que a Miloane era usuária de entorpecentes. Mas não aceita que ela tenha morrido de overdose. “Se fosse isso estaria dentro do carro e sem marcas pelo corpo. E não a dois quilômetros do veículo”, questionou.

Emocionada, ela disse que sua filha teve seu sonho interrompido. “Ela tinha um filhinho pequeno, meu netinho. Estava com apenas 20 anos e queria largar o vício. Buscava tratamento em uma clínica e tomava medicamentos. Mas naquele dia teve uma recaída e esse rapaz que disse ser seu amigo e que é ligado a festas raves, se aproveitou”, afirmou.

Walmeire afirmou ainda que Miloane era apaixonada por animais, principalmente cavalos e que buscava tratamento para deixar a dependência química e cursar Medicina Veterinária.

“Ela iria terminar os estudos, fazer vestibular e tentar ingressar em uma universidade. Toda a família iria ajudar ela concretizar esse seu sonho e se tornar veterinária. Mas infelizmente ela não está mais com a gente e para nós sobrou apenas a saudade. Porém, queremos justiça para que ela descanse em paz. E nós também”, finalizou Walmeire que mora com a mãe no Jardim Aeroporto, em Dourado.

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