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terça, 22 de setembro de 2020
Mais espaço para elas na política

Região Central é uma das regiões que menos tem mulheres no Poder Executivo, diz estudo

01 Ago 2018 - 07h06Por Redação
Marlene Machado: “o sistema e os agentes políticos precisam dar mais espaço e apoio às mulheres que têm interesse e vocação política” - Crédito: DivulgaçãoMarlene Machado: “o sistema e os agentes políticos precisam dar mais espaço e apoio às mulheres que têm interesse e vocação política” - Crédito: Divulgação

Ranking de Presença Feminina no Executivo- PMI 2018, pelo Projeto Mulheres Inspiradoras (PMI) e base de dados do Banco Mundial, a ser lançado nos próximos dias, figura Região Administrativa Central como a localidade de baixa presença feminina no poder executivo

Das 26 cidades da região, apenas 10 (38% das cidades) tiveram candidatas a prefeitas, sendo que 89,5% (85) dos candidatos são do sexo masculino. Além disso, 80% das mulheres que se candidatam ao executivo na região não consegue se eleger.

Para Marlene Campos Machado, estudiosa da participação feminina na política e diretora-executiva do PMI, “o sistema e os agentes políticos precisam dar mais espaço e apoio às mulheres que têm interesse e vocação política, o caminho para melhora pode estar no aumento de mulheres nas diretorias dos partidos, uma vez que são eles que definem os recursos de campanha e o espaços para exposição dos candidatos"

A região Central apresenta problemas graves em todos os índices: de candidatas, de desempenho das candidatas e o de representatividade, uma vez que as mulheres ocupam apenas 7,7% (2 eleitas) das cadeiras de chefia do Poder executivo da Região, cerca da metade da média nacional.

Ativista da causa feminina há 20 anos, Marlene também coordena todos os partidos políticos na campanha Nacional por Mais Mulheres na Política que resultou na PEC 98/2015, aprovada em primeira instância no Senado Federal.

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