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terça, 22 de setembro de 2020
Sessão promete ser agitada

Mães irão à Câmara para que projeto de lei que atenda crianças com necessidades especiais seja votado

Caso peça não seja levada ao plenário, elas irão ingressar no Ministério Público e reivindicar o direito à inclusão social dos filhos

11 Ago 2020 - 09h31Por Marcos Escrivani
Mães irão à Câmara para que projeto de lei que atenda crianças com necessidades especiais seja votado - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

A sessão ordinária da Câmara Municipal que acontece a partir das 15h desta terça-feira, 11, promete ser agitada, já que mães de crianças com necessidades especiais deverão comparecer ao prédio do Legislativo e pressionar os vereadores para que um projeto de lei que permite a realização de um convênio com a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Educação, seja aprovado e com isso seus filhos, com necessidades especiais, possam ter aulas gratuitas de Equoterapia. Vale ressaltar que está proibida a presença de público nas sessões da câmara devido a pandemia do novo coronavírus.

“Esta sessão é a última oportunidade que este projeto de lei seja aprovado”, disse Henrique Rico de Almeida Basano, 47 anos, publicitário e ginete várias vezes campeão brasileiro e fundador há 13 anos do Instituto Rico Viver, uma entidade sem fins lucrativos que proporciona equoterapia gratuita para crianças com necessidades especiais.

Segundo ele, caso o projeto de lei não esteja em pauta, as famílias irão ingressar no Ministério Público para reivindicar o direito de ver seus filhos especiais serem atendidos pela Poder Público, através da Lei de Inclusão Federal 12.907 de 2008.

POLÊMICA CRIADA

Em entrevista ao São Carlos Agora na manhã desta terça-feira, Rico Basano disse que a polêmica de cessão de uma área começou este ano, uma vez que a Prefeitura indicou uma área municipal próximo ao Cemosar, às margens da rodovia Domingos Inocentini.

“Ali tem um galpão e uma área verde. Poderíamos atender as crianças com necessidades especiais em local coberto, independentemente da situação climática, proporcionando mais qualidade de vida. Sem contar que o local é servido por transporte público também”, observou Rico.

Porém desde que foi criado um outro projeto de lei, por iniciativa de Paraná Filho, solicitando que no mesmo local seja criado um Centro de Esportes Equestres, para a montagem de uma equipe de polo, por exemplo, e que estaria tramitando na Câmara, o convênio que iria atender as crianças especiais deixou de ser levado para a discussão em plenário.

“Estamos mobilizando as famílias e a população para levar ao conhecimento de todos os parlamentares que há este convênio e que se ele não entrar na pauta nesta terça-feira, não poderá ser mais debatido, pois entrará no período eleitoral. E restará às famílias, ingressar no Ministério Público”, alertou.

QUARENTA CRIANÇAS

O Instituto Rico Viver, a pedido da Prefeitura Municipal de São Carlos, iniciou as atividades em São Carlos em janeiro deste ano e oferece equoterapia gratuitamente a 40 crianças com necessidades especiais de ambos os sexos (de 6 a 8 anos), através de uma parceria com o Fundo Social de Solidariedade. Desde então foi feito um projeto de lei para que tenha um convênio com a Secretaria de Cultura para que o atendimento continue.

“Nossos serviços foram solicitados pela Municipalidade”, disse Rico. “Hoje, na rede municipal de ensino há matriculadas 400 crianças que tem necessidades especiais ou dificuldades na aprendizagem e atendemos gratuitamente 40 delas”, comentou, salientando que a maioria é portadora de autismo e tem também outras com Síndrome de Down.

Hoje, a Equoterapia é realizada em um sítio emprestado às margens da rodovia Dr. Paulo Lauro (SP-215) – sentido São Carlos/Descalvado. “Mas o acesso prejudica muitas mães, pois não há ônibus e muitas crianças são do Cidade Aracy”, disse Rico, salientando que a ideia inicial era realizar os trabalhos no Sesi. “Porém, com a pandemia da Covid-19, o Sesi encerrou as atividades temporariamente”, explicou e se perdermos esta área no Cemosar, as crianças com necessidades especiais não terão local para o tratamento”, finalizou Rico.

O QUE É EQUOTERAPIA?

A equoterapia, também chamada de equiterapia ou hipoterapia, é um tipo de terapia com cavalos que serve para estimular o desenvolvimento da mente e do corpo. Ela serve para complementar o tratamento de indivíduos com deficiências ou necessidades especiais, como a síndrome de Down, paralisia cerebral, derrame, esclerose múltipla, hiperatividade, autismo, crianças muito agitadas ou com dificuldade de concentração, por exemplo.

Esse tipo de terapia para pessoas com necessidades especiais deve ser feito em um ambiente adequado e especializado, pois o cavalo deve ser manso, dócil e bem treinado para que o desenvolvimento da pessoa seja estimulado e o tratamento não seja comprometido. Durante todas as sessões é importante, além do treinador do cavalo, a presença de um terapeuta, que pode ser um fisioterapeuta especializado, psicomotricista ou fonoaudiólogo, por exemplo, para orientar os exercícios.

Geralmente, as sessões duram cerca de 30 minutos, são realizadas 1 vez por semana e pode ser frequentado por pessoas com necessidades especiais independente da idade, a não ser que tenha contra-indicações. (com Tua Saúde.com)

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