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sexta, 05 de março de 2021
Política

Ex-diretor financeiro afirma à CPI que cumpria ordens de secretário afastado

23 Jun 2016 - 18h33Por Redação
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal que investiga desvios de dinheiro público e irregularidades nas contas da Prefeitura de São Carlos ouviu nesta quinta-feira (23) o depoimento do ex-diretor financeiro da Secretaria Municipal de Fazenda, Sérgio Mosignati, que compareceu acompanhado de sua advogada, Daiane de Arruda Leite, e do advogado do Sindispam, Luis Luppi. Estiveram presentes à reunião os demais membros da CPI, o relator Ronaldo Lopes (PT) e os vereadores Dé Alvim (SDD), Eduardo Brinquedos (PSC) e Maurício Ortega (PSDB).

Ao contrário do secretário municipal de Fazenda afastado José Roberto Poianas,que beneficiado por um habeas corpus preventivo  calou-se perante a CPI,  Sérgio Monsignati  prestou  "informações importantes", segundo avaliação do presidente da comissão, vereador Roselei Françoso (PT). "O depoimento atendeu às nossas expectativas, pois o ex-diretor colaborou com a comissão prestando todas as informações solicitadas e trouxe fatos relevantes como a questão da quebra da ordem cronológica de pagamento à empresa RL São Carlos Comércio de Materiais Elétricos Ltda, do empresário Reinaldo Luis Jordão", relatou o presidente da CPI. Segundo ele, Monsignati revelou que a citada empresa  "recebia pelos serviços com muita celeridade, a mando do secretário municipal de Fazenda por se tratar de pessoa amiga do prefeito".

As irregularidades sob investigação dizem respeito à troca de cheques realizada dentro da Prefeitura que supostamente beneficiariam particular. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) havia solicitado um levantamento do caixa da Prefeitura e encontrou pelo menos dez cheques sem fundo e indícios de que R$ 375 mil foram desviados dos cofres públicos. O prefeito registrou um boletim de ocorrência para denunciar o possível esquema e, paralelamente, a Prefeitura abriu uma sindicância e exonerou servidores supostamente envolvidos.

Sérgio Monsignati - que foi afastado do cargo de diretor financeiro em função do caso - afirmou à CPI que cumpria ordens do secretário da Fazenda afastado, José Roberto Poianas e que o empresário Reinaldo Luis Jordão tinha livre acesso ao gabinete do prefeito.Segundo ele o prefeito teria chamado Jordão no dia 3 de maio para pedir-lhe que "se virasse para cobrir o rombo". Além disso, declarou que em 2014 esteve algumas vezes com um doleiro da cidade trocando 70 mil dólares para o secretário afastado.

Monsignati, ainda conforme relato do vereador Roselei à Assessoria de Imprensa da Câmara, afirmou que a Prefeitura não garantiu a ele o contraditório na sindicância instaurada para apurar os desvios e nunca disse que assumiu a culpa sozinho, pois alega que tem 32 anos de serviço público nunca foi alvo de processo disciplinar, sindicância ou processo administrativo.

Após a oitiva a CPI entregou para o depoente e seus advogados cópias do depoimento e também da oitiva do ex-secretário Poianas.

Roselei Françoso informou que os vereadores da CPI viajarão a São Paulo na próxima semana para pedir vistas ao processo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) e em seguida ouvirá o depoimento do empresário Reinaldo Luis Jordão.

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