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domingo, 11 de abril de 2021
Política

Azuaite lamenta “sub-reajuste” nos salários dos professores e diz que Estado desestimula talentos

05 Jan 2018 - 15h38Por Redação
Foto: Arquivo/SCA - Foto: Arquivo/SCA -

O vereador e diretor regional do Centro do Professorado Paulista (CPP) em São Carlos, Azuaite Martins de França, qualificou de "sub-reajuste" o valor anunciado pelo governador Geraldo Alckmin no reajuste dos salários dos professores da rede oficial de ensino do Estado de São Paulo a partir de 1º. de fevereiro. O índice anunciado foi de 7% para a categoria que, conforme ressaltou Azuaite, está sem aumento salarial e tampouco de correção de seus vencimentos desde 2015, período em que a inflação acumulada no Estado é de 20,36% segundo o IPC-FIPE.

O arrocho salarial a que vêm sendo submetidos os professores, em seu ponto de vista, contribui para desestimular jovens talentos a ingressarem na rede pública estadual. "Os docentes recém-formados preferem outros caminhos que não o ensino oficial, que remunera mal e desvaloriza a categoria, mesmo no Estado mais rico da federação", observou. "O histórico recente na relação do governo com o magistério oficial não revela compromisso com a educação, o que é lamentável". O resultado, conforme assinalou, é que professores de estados mais pobres recebem vencimentos maiores que os do professorado paulista.

A seu ver, o governo deveria ter outra postura perante o magistério, como fazem países que de fato levam a educação a sério como Cingapura, Japão, Finlândia, Coreia do Sul e Polônia, que investem na valorização dos docentes. "A corrosão do poder aquisitivo dos professores, evidenciada na falta de correção salarial, revela que São Paulo está na contramão ao não enxergar a educação como uma ponte para o desenvolvimento", disse.

Azuaite afirmou que na condição de dirigentes de classe e agente político, continuará insistindo para que o estado promova uma política de recomposição salarial e de valorização do magistério. "Esse é o nosso compromisso" afirmou ele, lamentando que os últimos orçamentos do Estado, aprovados pela Assembleia Legislativa, tenham previsto verba de custeio da rede estadual muito aquém da inflação, não deixando margem para o aumento salarial dos professores. "A educação pública merece respeito e precisa ser prioridade de governo na prática e não só nos discursos", concluiu.

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