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segunda, 12 de abril de 2021
Polícia

'Princesinha do crime' é condenada a prisão em regime semiaberto

25 Jan 2018 - 09h48
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Maria Angélica Macedo da Silva, de 25 anos, a "princesinha do crime" foi condenada a nove meses de prisão no regime semiaberto pelo crime de tentativa de furto. A sentença saiu nesta quarta-feira (24).  

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A advogada Luzia Helena Sanchez vai recorrer da decisão para que Maria Angélica cumpra a pena em regime aberto. Ela vai ingressar com pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça ainda nesta quinta-feira (25). Segundo ela, a jovem já cumpriu 1/6 da pena. A pena prevista para o crime de tentativa de furto é de 1 a 4 anos e a acusada foi condenada em menos do mínimo legal.

O CRIME

Maria Angélica está presa desde o dia 13 de novembro acusada de tentar praticar furto na casa de um dentista, na rua Campos Sales, no Centro. 

Ao chegar para almoçar com a esposa, o dentista de 51 anos, encontrou uma Zafira, preta, estacionada em frente a sua casa. Ao entrar na residência, o casal percebeu que havia um rapaz perto do portão e também a presença de Maria Angélica que ao ser questionada, disse estar procurando um endereço, que tinha entrado na casa errada. Ao entrar, os moradores encontraram o portão e porta arrombados, porém não notaram o furto de nenhum objeto.

O dentista e a esposa foram até o 1º Distrito Policial prestar queixa e lá detalharam as características dos suspeitos. 

Os investigadores, então, saíram à procura dos acusados e na avenida Araraquara, no bairro São João Batista se depararam com a Zafira que era conduzida por Maria Angélica, que tinha na sua companhia um gesseiro de 18 anos e uma adolescente de 17. O veículo teria sido alugado por ela. 

Depois, os policiais civis fizeram diligências e apreenderam em residências que seriam de pessoas ligadas a acusada dezenas de jóias, relógios, rádios, câmeras fotográficas, pendrives e outros objetos que podem ser produtos de furto e roubo. Em um destes locais, uma jovem confessou que os objetos tinham sido deixados por Maria Angélica, que é suspeita de ter cometido outros crimes na cidade.

Objetos apreendidos e que teriam sido deixados por Maria Angélica. (foto arquivo)

A advogada alega que sua cliente é inocente, que ficou no carro, sem saber que os jovens que a acompanhava iriam fazer na casa do dentista.

Caso a Justiça aceite o pedido de habeas corpus, Maria Angélica pode ser solta a qualquer momento. Caso contrário, será transferida para uma unidade prisional destinada a presos que cumprem pena no regime semiaberto.

 

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