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sábado, 23 de janeiro de 2021
Polícia

Polícia ouve “Rafinha” sobre caso de garota que deu entrada morta no Hospital Escola

Rapaz assumiu que esteve com a garota e ainda ajudou a socorrê-la.

03 Jul 2013 - 08h58
Francielle deu entrada sem vida no Hospital Escola (HE), em outubro do ano passado. - Francielle deu entrada sem vida no Hospital Escola (HE), em outubro do ano passado. -

Na semana passada o delegado Maurício Antônio Dotta e Silva ouviu o pintor R.S.B., 27, o “Rafinha”, que seria a última pessoa a ter estado com a adolescente Francielle Cristina Correa, de 15 anos, que na madrugada do dia 11 de outubro do ano passado, foi abandonada por um veículo na entrada da emergência do Hospital Escola (HE). Os médicos ao atenderem a menina que estava supostamente desmaiada em uma cadeira de rodas, constataram que na verdade ela estaria morta. 

Segundo a reportagem conseguiu apurar, “Rafinha” foi preso pela Polícia Militar Rodoviária por volta das 10 horas do último dia 25 de junho durante uma operação realizada no km 240 da SP 310 – rodovia Washington Luís na região do Jardim Embaré.

Os policiais rodoviários informaram que “Rafinha” foi preso quando ocupava a garupa de uma motocicleta que foi abordada em atitudes suspeita na rotatória do anel viário que interliga a rodovia e as regiões dos bairros Santa Felícia e Jardim Embaré.

Rafinha, que estava sendo procurado pela Justiça, foi preso pela Polícia Rodoviária. (Milton Rogério/SCA).Averiguando os antecedentes criminais da dupla que ocupava a motocicleta, os rodoviários apuraram que o piloto não teria qualquer problema e acabou liberado. Já “Rafinha”, era procurado pelo 1º Distrito Policial de São Carlos que tentava ouvi-lo sobre a morte de Francielle, bem como ele estaria com mandado de prisão expedido pela Justiça Criminal nos meses de maio e setembro do ano passado pelo seu envolvimento no crime de tráfico de drogas. Naquele dia o pintor foi encaminhado ao Centro de Triagem (CT) de São Carlos e na última sexta-feira (26), ele foi ouvido pelo delegado Maurício Antônio Dotta e Silva para falar sobre a morte de Francielle.

Morte da adolescente

“Rafinha” que residiu por algum tempo na região do Jardim dos Coqueiros e Dom Constantino Amstalden (São Carlos VIII), ambos bairros da região leste da cidade, alega que na noite do dia 10 de outubro do ano passado estaria na companhia de Francielle e amigos do bairro e pelo início da madrugada do dia 11, acompanhado da menina afirma que seguiu para o apartamento em que estaria hospedado e em dado momento Francielle, por motivos ignorados teria retorcido o corpo e desmaiado. “Rafinha”, diz que entrou em desespero e chegou a fazer massagem cardíaca para tentar reanimá-la e não tendo sucesso diz que correu para rua e se deparou com o motorista de 50 anos, proprietário do Fiesta prata, com placas de São Carlos e implorou para que ele socorresse Francielle. Naquela madrugada, já por volta da 1h30, a menina foi colocada no automóvel e rapidamente o Fiesta seguiu para emergência do Hospital  Escola. “Rafinha” afirma que se recolheu e não teve mais notícias sobre a adolescente e pela manhã ao acessar o site São Carlos Agora, tomou conhecimento da morte de Francielle e sabendo que já estaria sendo procurado pelo crime de tráfico resolveu deixar o bairro. 

Laudos

Como não há provas substanciais de um crime cometido contra a adolescente Francielle Cristina Correa, de 15 anos, o delegado Maurício Antônio Dotta e Silva, fez juntar no Inquérito Policial (IP) as declarações de “Rafinha”, que segue sendo investigado e já foi encaminhado ao Anexo de Detenção Provisória (ADP) de Araraquara, onde aguarda as providencias da Justiça Criminal para cumprimento de pena referente ao tráfico de drogas.

Maurício Dotta diz que o exame toxicológico para álcool e exame para entorpecentes e drogas, realizado no corpo de Francielle, apresentaram resultado negativo. Ele diz que ainda aguarda o laudo do exame anatomopatológico, que está sendo feito pela Polícia Científica da capital paulista, em tecidos e alguns órgãos retirados do corpo da adolescente, o qual poderá concluir a morte suspeita da estudante. 

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