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sábado, 24 de outubro de 2020
Polícia

Polícia Militar faz demonstração de Bafômetro na UNICEP

17 Mar 2009 - 16h15Por Redação São Carlos Agora
Objetivo é conscientizar os jovens sobre álcool e direção, desvendando mitos e tirando dúvidas sobre o uso do bafômetro

O 1º sargento Milton Nogueira Bastos e o 1º Tenente Roney Lima, do 38º Batalhão da Polícia Militar de São Carlos estiveram na última segunda-feira nos períodos diurno e noturno no campus II da UNICEP (Centro Universitário Central Paulista) fazendo uma demonstração do Etilômetro (conhecido popularmente como Bafômetro) do funcionamento do aparelho para os alunos dos cursos de Biomedicina e Nutrição.
De acordo com Tenente Roney, todo o alvoroço em torno do bafômetro também já aconteceu em épocas passadas com o cinto de segurança e o capacete. As pessoas reclamaram e muitas multas foram emitidas. Mas os índices no número de acidentes caíram. No carnaval deste ano, por exemplo, houve queda no número de acidentes de trânsito se comparado com o mesmo período de anos anteriores.

Na cidade, que possui uma frota de aproximadamente 111 mil carros, existem apenas três bafômetros, sendo que um deles foi doado recentemente pela UNICEP à Polícia Militar. O número é considerado pequeno, por isso são realizadas blitzes em locais e horários específicos como nas proximidades de bares, boates e restaurantes, no período noturno e especialmente aos finais de semana.

O Tenente Milton afirmou ainda que um dos mitos sobre o bafômetro é que se pode burla-lo. “Não há como enganar o bafômetro. Mesmo se você usar enxaguante bucal e fizer uso do aparelho imediatamente, ele vai acusar álcool em sua mucosa bucal, em números elevados. Por isso, nas abordagens, perguntamos ao motorista há quanto tempo ele ingeriu a bebida alcoólica”, completou.

Se constatado acima de 6 decigramas de álcool por litro de sangue, o indivíduo já é considerado alcoolizado. Isso quer dizer que um homem adulto, com cerca de 70 kg ingeriu dois copos médios de cerveja ou uma dose de bebida destilada. Mas esses valores podem variar de acordo com peso e altura da pessoa e também se está ou não acostumada a beber. “O trabalho da Polícia é preventivo. Por isso palestras como essas visam conscientizar os jovens de não abusar do álcool e da direção, solucionando dúvidas e acabando com os mitos”, acrescentou.

A aluna de Biomedicina, Maiara Flaviane Pagoto, que participou do teste do bafômetro ingerindo cerveja, achou a iniciativa válida, pois a UNICEP concentra um grande número de universitários que precisam se conscientizar sobre direção e bebida. “Eu não conhecia o funcionamento do bafômetro, mesmo estando sempre na balada. A Polícia já me parou algumas vezes, mas em nenhuma delas precisei fazer uso do bafômetro. Acho legal o jovem conhecer o bafômetro e tirar dúvidas em torno dele”, finalizou.
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