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segunda, 01 de março de 2021
Polícia

Polícia Civil detém falsário que pode ter feito dezenas de vítimas na internet

24 Mai 2016 - 15h53Por Pedro Maciel
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

A equipe de investigadores do 1º e 4º DPs de São Carlos investiga um homem de 27 anos, flagrado na tarde de segunda-feira, 23, tentando retirar nos Correios um celular que havia sido comprado por ele em nome de outra pessoa.

Para prática do delito o acusado teria envolvido a esposa que segundo ele não sabia dos golpes que teria montado através da internet e por marginais que atuam em páginas de redes sociais.

O delegado Maurício Antônio Dotta e Silva informou que a Polícia Civil chegou ao falsário após um agente dos Correios ter anotado as placas de um Pálio que ele dirigia e um detalhe para o crime: costumeiramente carregava a esposa de 24 anos e dois filhos.

QUEBRA CABEÇA

Concordando em falar com a reportagem do São Carlos Agora sem ser identificado, o acusado contou com detalhes os golpes e diz que está arrependido e que estaria no crime há cerca de dois meses.

Entretanto o delegado e os policiais afirmaram que o falsário montou um verdadeiro quebra cabeças que a Polícia Civil começou a desmontar e descobriu uma sequência de delitos pela rede de computadores e outra estrutura que empresas que eram lesadas.

VÍTIMAS

A Polícia Civil descobriu que entre as vítimas estão magazines que possuem sites de venda pela internet, pessoas que possuem cartões de crédito e costumam realizar compras virtuais, além de inúmeras imobiliárias as quais visitava e simulava ter interesse no aluguel. Depois, em posse das chaves visitava a casa porém antes passava em um chaveiro, fazia cópias e realizava um levantamento do imóvel também pela internet. Com o nome do proprietário ou o último inquilino ele realizava compras com números de cartões de crédito adquiridos pela internet.

ENCOMENDA

No final da manhã de segunda-feira, 23, por volta das 11h, uma professora acompanhada do esposo compareceu ao 1º e 4 D Ps e relatou ao delegado que teria sido informada pelos Correios que havia na agência da rua Coronel José Augusto de Oliveira Salles, na Vila Isabel, uma encomenda que teria adquirido, cujo funcionário informava que ela deveria retirar. Caso contrário o produto regressaria para a empresa que teria enviado. A professora disse que não fez qualquer compra pela internet e foi aos Correios para averiguar o que ocorria, quando descobriu que alguém teria retirado a encomenda.

DETENÇÃO

A Polícia Civil registrou o caso como estelionato e o delegado determinou que sua equipe assumisse as investigações para apurar os fatos e por volta das 14h, os investigadores sabendo que o Pálio, prata, placas de Américo Brasilense que teria levado a mulher para retirar a encomenda da professora regressaria na agência, montaram uma campana no interior dos Correios e quando a mulher apanhou uma nova encomenda que seria um celular, acabou detida.

Ao perceber que a Polícia Civil teria descoberto o golpe, o falsário que estava com os dois filhos menores no carro tentou fugir mas, acabou detido e foi encaminhado ao 1º e 4º DPs onde, ao ser ouvido, confessou o crime e disse que a esposa não sabia de seus "esquemas".

Os investigadores foram ao Cidade Arcy II, residência do acusado onde apreenderam diversos produtos e a ocorrência se estendeu até a noite de segunda-feira, quando ele passou a falar das empresas que aplicava golpes, sobre como conseguia os números de cartões de créditos, porém sempre afirmava que agia sozinho e que aprendeu o golpe pela internet, o que levantou suspeita da autoridade policial, que admite que comparsas devem estar envolvidos nos delitos.

CRIMES CIBERNÉTICOS

O Pálio prata foi apreendido, pois estaria sendo usado pelo falsário na prática dos crimes. Com não foram encontradas vítimas, Maurício Dotta e Silva indiciou o acusado nos crimes de falsidade ideológica (artigo 299) e estelionato (artigo 171), ambos do Código Penal Brasileiro (CPB) e ele foi liberado com a mulher e os filhos, porém segue investigado inclusive pelos crimes cibernéticos, pois a Polícia Civil agora tenta localizar não só pessoas que pela internet estariam contribuindo para a sequência de crimes produzidos pelo são-carlense, mas vítimas e empresas que venderam e foram lesadas pelo falsário. Perfumes, celulares, calçados, roupas, equipamentos eletrônicos entre outros produtos, cujo material conseguido nos golpes e eram revendidos foram apreendidos pela polícia.

Ouça a entrevista com o acusado:

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