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segunda, 17 de junho de 2019
Polícia

Pai de Larissa busca a verdade sobre sua morte e promete manifestação

20 Mai 2016 - 10h25Por Pedro Maciel
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

O operário José Luciano Alves que acompanha os trabalhos da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) que apura a morte de sua filha Larissa Alves, 15 anos, encontrada enforcada no final da tarde do dia 17 de janeiro deste ano em um arquivo da empresa em que trabalhava como menor aprendiz na região central de São Carlos, deverá realizar na manhã da próxima segunda-feira, 23, uma manifestação para chamar atenção das autoridades pelos sérios problemas que segundo ele, estão sendo enfrentado por peritos do Instituto de Criminalística de São Carlos.

De acordo com Luciano, com poucos funcionários, o IC não estaria conseguindo concluir as perícias referente as sete cidades que compõem a delegacia Seccional de São Carlos.

REVOLTA

Luciano diz que após quatro meses da morte de sua filha o trabalho pericial está longe de concluir o inquérito policial. O operário sabe que o caso é complexo, não culpa a polícia, mas se revolta ao saber que o caso de sua filha não está concluído por conta da falta de mais peritos.

O pai de Larissa diz que a carta que foi encontrada ao lado do corpo da filha escrita em latim ainda não teria sido traduzida. Também aguarda com familiares a perícia no celular da menina que continha mensagens que poderiam auxiliar no esclarecimento do caso.

Falando ao São Carlos Agora, Luciano disse que espera por outros laudos que comprovam o que aconteceu com sua filha. As primeiras informações dão conta que a menina teria cometido suicídio, porém os familiares contestam a versão e vão além dizendo que Larissa pode ter sido assassinada.

O pai diz que a menina vivia em um ótimo ambiente familiar, estudava, fazia atividades de esportes, não tinha vício, era muito educada e além dos estudos também trabalhava. Larissa que nasceu e viveu boa parte da infância nas praias da enseada no Guarujá (litoral paulista), mudou-se com a família para São Carlos por problemas de saúde de uma tia. A menina era católica, frequentou igrejas no Guarujá e no Cidade Aracy, onde tinha muitos amigos.

Na semana que teria falecido, Larissa tinha começava a preparar uma festa para seu 16º aniversário que ocorreria no dia 8 de fevereiro teria comprado roupas para comemorar a data em uma loja do shopping, que ainda com etiqueta é guardada pela mãe Diana Alves de Morais que também rejeita a informação de que a filha teria cometido o suicídio.

LAUDOS

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ouviu algumas pessoas e requisitou laudos para apurar os fatos. O trabalho desenvolvido pela delegada Denise Gobbi Szakal, vem sendo acompanhado pelo Ministério Público Estadual (MPE) e Poder Judiciário e assim que a Polícia Civil concluir os trabalhos deverá dar um parecer sobre as apurações.

Nesta segunda-feira, 23, por volta das 9h, os pais de Larissa, devem fazer uma passeata que sairá do largo Santa Cruz, na avenida São Carlos para chamar atenção sobre o problema e para tentar saber o que realmente ocorreu com sua filha entre os dias 15 e 17 de janeiro dentro da empresa onde trabalhava.

ENCONTRO DO CORPO

Segundo as investigações, apontaram no final da tarde do dia 17 de janeiro, por volta das 17h, com auxilio de uma funcionária do escritório de uma empresa, localizada na rua Major José Inácio, no centro de São Carlos policiais militares encontraram a adolescente trabalhava com menor aprendiz e ocupava a função de auxiliar administrativa enforcada no arquivo na empresa debaixo de uma escada.

Nos levantamentos policiais e periciais, apurou-se que sobre uma mesa, próximo ao corpo havia uma carteira de passe de transporte coletivo, a carteira de identidade da menina, uma nota de R$ 2,00 em dinheiro, um caderno com bilhetes, além de várias fotografias. Ao lado a carta escrita de próprio punho em latim, um telefone celular Samsung, branco e uma camisa de manga longa Jeans azul.

GRAFIA

Nas primeiras apurações cogitou-se em realizar o exame de grafia, pois aparentava que a carta encontrada próximo ao corpo de Larissa teria sido por duas pessoas diferentes. Posteriormente levantou-se a hipótese de ter sido mesmo Larissa que escreveu a carta, mas, em circunstancia psicológica diferente. Um caderno com as escritas de Larissa foram entregues à Polícia Civil para uma análise pericial que comprovaria ou não ser a garota a pessoa que escreveu a carta. Segundo José Luciano a carta escrita em Latim ainda estaria sem tradução para o português.

SEITA 

Ventilou-se também, segundo familiares, que Larissa teria participado de uma possível seita, o que também é negado pela família que ainda vai mais além dizendo que se quer Larissa teria acesso ao latim. O caso ainda muito complexo segue investigado pela DDM de São Carlos. 

Ouça a entrevista do pai de Larissa

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