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domingo, 19 de maio de 2019
Polícia

Ossada encontrada no CDHU é de “pimentinha”

Jovem de 30 anos era usuária de drogas e reconhecimento foi feito através de exame de DNA.

15 Dez 2014 - 08h58
Restos mortais de Daniela foi reconhecido através de exame de DNA. - Restos mortais de Daniela foi reconhecido através de exame de DNA. -

Na tarde da última sexta-feira (12), familiares de Daniela Cristina Pires Augusto, 30, a "Pimentinha", sepultaram seus restos mortais no cemitério Nossa Senhora do Carmo após a conclusão da segunda parte dos trabalhos da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) que tenta identificar um homem que teria sido o responsável pela morte da garota que teve um fim trágico e deixou duas filhas que hoje são criadas por parentes. A garota teve seu corpo queimado e desovado na região da avenida Perimetral, que dá acesso ao Distrito Industrial, na região sul de São Carlos, onde somente a ossada foi localizada.

PIMENTINHA

"Pimentinha" como era chamada Daniela no início do ano de 2012 passou a viver nas quadras instaladas na região do CDHU em vila Isabel, onde também se relacionava com moradores de rua e viciados de drogas.

Uma familiar de Daniela que concordou em falar com a reportagem disse que "Pimentinha" tinha este apelido por ser uma pessoa de personalidade forte e dificilmente aceitava opinião sobre sua vida e não aceitava conselhos.

FILHAS

Ela teria solicitado que parentes cuidassem de suas duas filhas, pois iria "cair na vida" e não gostaria que as filhas soubessem de sua história no tráfico e uso de drogas. Hoje uma de suas filhas de dois anos vive no Estado do Paraná com a avó materna. Já a mais velha, uma menina especial de sete anos vive aos cuidados de sua avó paterna e teria sido autorizada a fornecer a coleta de saliva para o exame de DNA que foi realizado na capital paulista.

CORPO

Ossada foi encontrada na região do CDHU. (foto Luciano Lopes/arquivo)Segundo a reportagem vem acompanhando, em novembro de 2013, uma das irmãs de Daniela preocupada com seu sumiço esteve na região do CDHU, onde conversando com moradores de rua alguns diziam que ela teria sido espancada e assassinada e seu corpo teria sido jogado na linha férrea do CDHU. Os familiares levaram a informação a policiais militares que realizaram buscas e nada encontraram.

No início de 2014 uma nova comunicação à família apontava que "Pimentinha" teria sido assassinada e seu corpo estaria em decomposição atrás de uma fábrica na região da avenida Getulio Vargas em vila Isabel. Novamente familiares que tentavam localizar Daniela e policiais realizaram buscas e nada foi localizado.

OSSADA

No final da tarde do dia 10 de fevereiro deste ano um homem ligou 190 relatando que ao passar por uma estrada de terra que dá acesso a avenida Perimetral havia encontrado uma ossada humana que aparentava estar queimada. Rapidamente uma viatura do Rádio Patrulhamento Padrão (RPP) seguiu para o local e após várias buscas acabou localizando a ossada humana carbonizada. Policiais do Plantão da Polícia Civil registraram o encontro da ossada e o caso foi encaminhado para Delegacia de Investigações Gerais (DIG) que passou a analisar o caso.

DNA

Sabendo da ossada, Carla, uma das irmãs que procurava Daniela, compareceu ao prédio da DIG dizendo acreditar que a ossada poderia ser da "Pimentinha". Como não havia qualquer possibilidade de reconhecimento a DIG realizou em março de 2014 a coleta de material da filha mais velha de Daniela e parte de seu material foi encaminhado para a Polícia Científica da capital paulista que realizou o exame de DNA, cujo resultado deu positivo e no dia 18 de novembro os resultados foram encaminhados a São Carlos e a partir daí a família recebeu a autorização judicial para realizar o sepultamento dos restos mortais de Daniele Cristina Pires Augusto, 30, que ocorreu por volta das 16h30 da última sexta-feira (12) no cemitério Nossa Senhora do Carmo. Agora os familiares esperam que a DIG consiga prender os responsáveis pelo assassinado macabro de "Pimentinha" que teve seu corpo ocultado e possivelmente destruído com auxílio de fogo.

ÁUDIO ENTREVISTA - Carla irmã da Pimentinha Daniela fala sobre o exame de DNA

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