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quarta, 20 de outubro de 2021
Polícia

Fernando Ganci vai a júri popular em setembro

05 Ago 2019 - 11h03Por Redação São Carlos Agora
Fernando Ganci vai a júri popular em setembro - Crédito: Arquivo/SCA Crédito: Arquivo/SCA

Fernando Ganci, que matou a tiros o tatuador Marcos Gentil Romero, 36, o “Marcos Tsunami”, no dia 3 de dezembro do ano passado, será levado a júri popular no dia 2 de setembro. O empresário está preso preventivamente, no Anexo de Detenção Provisória (ADP), em Araraquara.

A acusação cabe ao promotor publico Mário José Correa de Paula, que já solicitou ao presidente do tribunal o anexo das imagens do crime, pois defende que o caso se trata de uma execução. Já a defesa de Fernando Ganci estará a cargo dos advogados criminalistas, Abalan Fakhouri e Alessandro Milori, os quais sustentam que Fernando agiu em legítima defesa putativa.

DISCUSSÃO E TIROS

Consta nos autos que o tatuador Marcos Tsunami, após deixar uma lanchonete na avenida São Carlos, conduzia um veículo Elantra pela Cesar Ricome e precisou parar por causa do semáforo. Ao lado de um supermercado havia uma vaga para veículos e naquele local, Ganci teria cortado a frente de Tsunami, o que deu inicio a uma discussão.

Após descer do carro, o empresário deu um soco no tatuador, que ao tentar soltar o cinto de segurança, não teve tempo, pois neste momento Ganci sacou um revólver e desferiu quatro tiros que atingiram a cabeça e o tórax da vítima.

Depois de deixar o local do crime, Fernando Ganci deixou a mãe e a esposa em casa, posteriormente empreendeu fuga em direção a Ribeirão Preto. Ao passar pelo rio Mogi Guaçu, conferiu o tambor da arma e viu que tinha quatro cápsulas deflagradas e então jogou a arma no rio.

Ganci fugiu para a Bolívia, onde permaneceu por duas noites até que foi convencido pela esposa e decidiu regressar a São Carlos, porém no retorno, ele acabou sendo preso por policiais rodoviários, na noite do dia 10 de dezembro, no interior de um posto de serviços em Presidente Epitácio. Assim que voltou a São Carlos, teve sua prisão preventiva decretada. Ele foi indiciado por homicídio duplamente qualificado e se condenado, pode pegar uma pena de 12 a 30 anos de prisão.

Tatuador Marcos Tsunami

Colaborou Pedro Maciel

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