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quarta, 27 de janeiro de 2021
Polícia

DIG prende funcionário público acusado de matar a jovem Maiara

08 Out 2013 - 13h02
Gilberto de Aquino, delegado da DIG São Carlos. (Foto: Tiago da Mata). - Gilberto de Aquino, delegado da DIG São Carlos. (Foto: Tiago da Mata). -

A delegacia de Investigações Gerais (DIG) prendeu na manhã desta terça-feira (8) o funcionário público municipal José Enrique Vendrasco, 53, o “Riquinho”, que é apontado no inquérito policial como sendo a pessoa planejou a morte da doméstica Maiara Cristina de Oliveira, 25, que estava grávida de 7 meses e 5 dias e teve o bebê retirado. O bárbaro crime chocou a cidade de São Carlos.

Também envolvido na trama o ex-presidiário V. F. S., 30, o “Fabiano”, que teria prestado serviços durante o regime semi-aberto na fábrica de artefatos de cimento da Prohab, foi indiciado na coautoria do crime pois ele seria a pessoa que teria vendido o revólver para execução de Maiara. Ouvido no inquérito policial ele confessa a venda da arma que foi realizada minutos antes do crime, mas, nega qualquer envolvimento no assassinato.     

“Riquinho” teve sua prisão decretada pela Justiça Criminal de Leme na segunda-feira (7) após a 3ª Vara Criminal de São Carlos encaminhar no início do mês todos os levantamentos realizados pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

http://media.saocarlosagora.com.br/_versions_/uploads/destaquemaiara_s300.jpgO delegado da DIG contou que na madrugada do dia 3 de Janeiro, Vedrasco, teria ligado para Maiara para lembrá-la sobre a viagem para cidade de Casa Branca, para resolver o problema de um veículo. Na volta ele teria cometido o crime.

Durante as investigações a equipe do delegado Gilberto de Aquino descobriu que após abandonar o corpo no matagal, Vendrasco, posteriormente regressou a São Carlos e ainda no final da manhã compareceu em vários pontos, inclusive em repartições públicas municipais. Tudo isto seria para que todos percebessem sua presença e com isto ele tentava criar um álibi que teria estado em uma reunião com lideranças políticas. Os policiais civis também descobriram que o Gol branco, com placas de São Carlos, usado no crime, teria passado em um lava rápido da cidade para retirada de terra e mato.  

A trama não se restringiu somente a esta barbárie, pois a partir da execução da doméstica, “Riquinho” também teria montado o falso sequestro e ligado para parentes de Maiara, que sem saber de sua morte alimentavam a expectativa de encontrá-la viva, porém sete dias após um tio e a mãe da doméstica, resolveram quebrar o silêncio e procuraram o delegado Gilberto de Aquino na DIG.

Acidente

 Na noite do dia 8 de Janeiro, o funcionário público se envolveu em um grave acidente após invadir a pista contrária e colidir frontalmente contra uma carreta Volvo na rodovia Thales de Lorena Peixoto perto da ABASC. Ele nega, mas, a DIG conseguiu informações que ele teria tentado o suicídio, ao tomar conhecimento do encontro do corpo de Maiara, que estava sendo reconhecido na cidade de Leme e ao mesmo tempo ele teria sido procurado por policiais civis que já o investigavam como o possível suspeito e mandante do crime.

Sumiço do feto

O delegado Gilberto de Aquino também realizou algumas diligencias em outras cidades para tentar saber do paradeiro do feto de 7 meses e cinco dias que segue desaparecido, porém ao relatar o inquérito policial o titular da DIG informou ao Ministério Público e a Justiça Criminal de Leme sobre a necessidade da instauração de um novo procedimento devido um relatório do Instituto Médico Legal (IML) da Capital Paulista, que informou aos policiais de São Carlos que teria ocorrido inúmeras irregularidades no interior do IML de Limeira. Ainda segundo o delegado o laudo teria apontado que se quer o corpo de Maiara, que era dada com indigente (sem reconhecimento), teria sido despido, bem como não teria sido observado o útero e feto no cadáver e que o mesmo desapareceu misteriosamente. Diante destas indagações o delegado optou pela instauração do inquérito policial sobre fraude processual e subtração ou ocultação de cadáver (feto), cujas observações foram aceitas tanto pelo Ministério Público e Justiça Criminal que determinaram a abertura de um inquérito policial na Policia Civil de Limeira que deverá ouvir legistas, e auxiliares para saber do ocorrido e tentar descobrir o que teria sido feito como o corpo do bebê de Maiara.

José Enrique Vendrasco, 53, o “Riquinho”, é levado ao Centro de Triagem. (Foto: Tiago da Mata).

Mãe da Maiara. (Foto: Tiago da Mata).Centro de Triagem

Já pelo início da tarde desta terça-feira, o funcionário público foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de corpo de delito e posteriormente foi encaminhado ao Centro de Triagem (CT) de São Carlos, onde aguarda para esta quarta-feira sua transferência á um Centro de Detenção Provisória (CDP) da região. Durante a sua saída, familiares de Maiara bateram no vidro da viatura e gritavam a palavra assassino.

O criminalista Arlindo Basílio que acompanhou Vendrasco até o prédio da DIG disse que seu cliente tinha conhecimento da gravidez de Maiara, mas disse que daria suporte a ela até o nascimento da criança, quando então fariam o exame de DNA para comprovar a paternidade. O criminalista informou que seu cliente negou ter estado na cidade de Leme e nega o crime, bem como responderá alguns questionamentos em juízo, quando terá a oportunidade de se defender das acusações.

Maria Aparecida Oliveira, mãe de Maiara, muito emocionada e revoltada esteve no prédio da DIG para acompanhar segundo ela a prisão do assassino de sua filha. Ela disse que não teria condições de falar, mas, agradeceu a Polícia Civil pelo empenho e pela prisão do responsável pela morte de sua filha e de seu neto.

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