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sábado, 23 de janeiro de 2021
Polícia

DIG assume as investigações sobre a tentativa de latrocínio na zona sul de São Carlos

19 Ago 2013 - 09h57
Momento em que o idoso era socorrida pela equipe do Samu. (foto Vinicius Neo). - Momento em que o idoso era socorrida pela equipe do Samu. (foto Vinicius Neo). -



Desde a última sexta-feira (16), a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) assumiu as investigações sobre a tentativa de latrocínio ocorrida no início da madrugada no interior de uma residência da região sul de São Carlos, onde um comerciante foi brutalmente espancado com uma marreta de cabo longo e recebeu uma facada no pescoço, além de ter as vísceras expostas após uma segunda facada. A casa foi totalmente revirada, pois os policiais civis acreditam que o autor ou autores do crime sabiam o que estariam procurando, porém eles também poderiam tentado montar uma cena para que a polícia acreditasse em um possível roubo seguido de tentativa de homicídio para maquiar outro crime que também está sendo investigado.

Um dos policiais da DIG que esteve realizando novos levantamentos na moradia do comerciante Oswaldo Salmazo, 73, informou que inúmeras coisas foram faladas sobre as causas da violência, porém ele disse que todas as informações estão sendo analisadas. Ele acredita que novidades devem aparecer no caso.

Durante todo dia os investigadores da DIG ouviram informalmente parentes e algumas testemunhas que deram outras informações que podem levar a Polícia Civil ao principal suspeito.

O roubo

No início da madrugada de sexta-feira, por volta das 1h, uma garota de 18 anos, que seria inquilina de Salmazo, ligou para Polícia Militar relatando que teria ouvindo seu vizinho da frente gritar “ai, ai, ai; Não faça isso” e posteriormente os gritos se calaram. A garota disse ainda que não teria percebido ninguém saindo da residência, localizada na rua Francisco Marigo, no Jardim Cruzeiro do Sul, para onde foram enviadas viaturas que cercaram a residência e ao adentrar os PMs encontraram Salmazo, agonizando no sofá da sala, com ferimentos na cabeça e próximo ao corpo havia uma marreta de cabo grande. Também os PMs constataram que o comerciante havia recebido uma facada no pescoço e não teria qualquer condições de falar o que teria ocorrido dentro do imóvel e ainda aparentava ter recebido outra facada no abdômen.

Os policiais militares acionaram uma ambulância do SAMU, que socorreu o comerciante Oswaldo Salmazo, 73, para a emergência do Serviço Médico de Urgência (SMU), onde ele recebeu os primeiros atendimentos e foi encaminhado ao Centro Cirúrgico, onde foi operado. Com traumatismo craniano e hemorragia interna, foi encaminhado para uma ala especializada da emergência e posteriormente para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa casa de Misericórdia.

Comentários

Ainda pela madrugada os policiais militares conversaram com algumas testemunhas para saber o que poderia ter ocorrido dentro da casa e vizinhos teriam fornecido algumas informações que foram constadas em Boletim de Ocorrência (BO). Uma testemunha teria comentado que Salmazo, teria um salário que girava em torno de R$ 7 mil e ela acreditava que os autores do crime sabiam que o comerciante guardava suas economias na residência e talvez teriam torturado e tentado assassinar Salmazo, para conseguir dinheiro para adquirir drogas.

Outra testemunha chegou a ventilar o nome de um homem que prestava serviços a Salmazo, o qual deverá ser chamado para falar das suspeitas.

Perícia

Alertado sobre o crime o delegado Adriano Callsen Alexandrino, acompanhado de peritos do Instituto de Criminalística (IC) seguiu para a moradia onde teria ocorrido a violência para realizar toda perícia que se estendeu até às 3h, quando peritos e policiais constataram que a residência estaria revirada e em completo desalinho, bem como os móveis da sala estariam com os fundos virados para cima e todos os forros foram cortados, como se as pessoas que tiveram na casa sabiam o que estariam procurando, porém não saberiam o local exato em que se encontrava.

Já a caminhonete de propriedade do comerciante, encontrava-se com avarias nos vidros e foi recolhida ao pátio municipal para um trabalho pericial mais apurado.

O caso foi encaminhado para o Plantão da Polícia Civil, onde o delegado comunicou o crime ao delegado Gilberto de Aquino da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que imediatamente colocou dois investigadores para assumir o caso e realizar ainda pela madrugada as primeiras investigações.

Alguns vizinhos que frequentavam a residência de Salmazo teriam notado falta de uma carteira com documentos pessoais e dinheiro do comerciante, bem como de seu celular da marca LG e um rádio portátil, na cor preta, que o mesmo sempre ouvia, além de um notebook que estaria na sala da residência.

No quintal da casa os policiais apreenderam uma bicicleta na cor preta, com pneus usados e com sinais de barro, que a família diz não pertence Salmazo.

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