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segunda, 01 de março de 2021
Em sete meses

Delegacia da Mulher atende 600 casos de violência doméstica e abuso sexual

29 Ago 2019 - 08h54Por Marcos Escrivani
Delegacia da Mulher atende 600 casos de violência doméstica e abuso sexual - Crédito: Marcos Escrivani Crédito: Marcos Escrivani

Um trabalho intenso, mas coroado com resultados positivos e faz com que a justiça prevaleça e as crianças, adolescentes e mulheres de São Carlos possam contar um grupo de profissionais prontos para agir em defesa daqueles que sofrem com algum tipo de violência.

Desta forma, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) que tem como titular a delegada Denise Gobbi Szakal, realizou somente nos primeiros sete meses de 2019, 600 casos de violência doméstica e abuso sexual em São Carlos.

Em entrevista exclusiva ao São Carlos Agora, Szakal disse que as ocorrências vão desde agressão, vias de fato, injúria, difamação, perturbação do sossego, estupro de vulnerável, pedofilia, entre outros. “Atendemos basicamente mulheres, crianças e adolescentes”, disse a delegada. “Boa parte dos casos são de pessoas que são ligadas à família ou mesmo parentes”, comentou, salientando que no mesmo período (até 30 de julho) foram elaboradas 361 medidas protetivas (várias, mas as mais solicitadas são o afastamento do agressor do lar, proibição de aproximação da ofendida e de seus familiares e proibição de contato por qualquer meio de comunicação ).

MAIS INSTRUÍDAS

Apesar do volume de ocorrências verificadas nos sete primeiros meses de 2019, Szakal afirmou que, de um modo geral, as mulheres de São Carlos mostram-se mais instruídas. “A maioria, quando vem a DDM, estão cientes dos seus direitos. Acredito que isso deve-se ao bom trabalho realizado por grupos compostos por mulheres que há em São Carlos. Por exemplo, as Promotoras Legais, que prestam esclarecimentos valiosos para as mulheres que buscam informações”, afirmou. “É importante que as vítimas de violência busquem conhecimentos e vão atrás dos seus direitos. Antes isso não acontecia. Talvez por medo, por vergonha, por não querem exposição. Mas isso mudou muito hoje em dia”, observou.

OUTRO LADO

Entretanto, Szakal disse que há casos hoje em dia que mulheres vítimas de violência arrependem-se de ter denunciado o companheiro. “Há casos que, mesmo lesionadas, elas fazem retratação. Informo o juiz que não segue adiante o inquérito, desde que a denúncia seja de injúria, difamação ou dano. Mas se for de lesão corporal ou vias de fato, mesmo que peçam, eu não retiro e sigo adiante com a instauração do inquérito”, disse.

QUEM É

Denise Gobbi Szakal, 51 anos, é Bacharel. Paulistana de nascimento, estudou na PUC e se formou em Direito com apenas 20 anos. Chegou a trabalhar como advogada, mas afirmou que não sentiu afinidade com a área.

“Sentia falta de algo e comecei então a me interessar pela área policial. Participei de concursos para Promotoria, Polícia Federal e Polícia Civil e passei. Gostei e desde então sou delegada”, disse.

Em 1993 chegou em São Carlos e atuou por um período em Descalvado. Em 2009 passou a trabalhar na DDM e como assistente na Delegacia de Investigações Gerais (DIG). “Mas desde 2011 estou exclusivamente nesta delegacia”, afirmou.

Szakal afirmou que optou por esta área pois se sente realizada em poder ajudar as pessoas (principalmente mulheres e crianças) que sofrem com violência doméstica.

“Tenho um grupo competentíssimo, formado por sete profissionais e quando iniciamos uma investigação e a concluímos com êxito, sentimos a sensação do dever cumprido. Ficamos satisfeitos em ver que a justiça foi feita”, salientou.

DENÚNCIAS

Segundo Szakal as denúncias (anônimas, inclusive) podem ser feitas 24 horas por dia e há várias formas. Pelo 180 ou Disque 100. Ou ainda através do fone 3374-1345 ou pessoalmente na Avenida Trabalhador São-carlense, 1020, Parque Arnold Schmidt.

“As denúncias (anônimas ou não) são sobre violência doméstica ou contra crianças e adolescentes. Estaremos sempre à disposição para que a Justiça seja feita”, finalizou a delegada da DDM que atende todo o município de São Carlos, mas presta apoio para seis cidades da região (Ibaté, Descalvado, Porto Ferreira, Santa Rita do Passa Quatro, Ribeirão Bonito e Dourado).

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