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quarta, 27 de outubro de 2021
Caso Tsunami

Fernando Ganci será julgado na próxima segunda-feira; advogados de defesa deixam o caso

30 Ago 2019 - 16h48Por Redação São Carlos Agora
Fernando Ganci será julgado na próxima segunda-feira; advogados de defesa deixam o caso - Crédito: Arquivo Pessoal Crédito: Arquivo Pessoal

Por volta das 9 horas da próxima segunda-feira (2), o Juiz Antônio Benedito Morello, deverá reunir o conselho de sentença formado por sete jurados, para levar ao banco dos réus o empresário Fernando Fernando Ganci, que matou a tiros o tatuador Marcos Gentil Romero, 36, o “Marcos Tsunami”, no dia 3 de dezembro do ano passado, perto do terminal rodoviário.

O assassinato foi registrado pelo circuito de câmeras de segurança do supermercado.

Nesta semana decisiva, o caso “Tsunami”, ganhou mais uma página com a saída dos advogados de defesa Abalan Fakhouri e Alessandro Milori, os quais teriam deixado a defesa de Fernando Ganci. Segundo informações, a família teria contratado o advogado Luiz Gustavo Vicente Penna, da cidade de Sertãozinho, que defendeu dois dos três executores do sargento da Polícia Militar Paulo SérgioArruda, assassinado no dia 7 de fevereiro de 2018 na casa paroquial de Matão. Edson Ricardo da Silva, 32, o “Banana”, Luiz Antônio Carlos Venção, 28, foram responsabilizados e condenados pela execução do policial. O advogado Luiz Penna, recorreu da sentença e teria solicitado um novo julgamento ao Tribunal de Justiça (TJ) na capital.

 

O CASO

Consta nos autos que o tatuador Marcos Tsunami, após deixar uma lanchonete na avenida São Carlos, conduzia um veículo Elantra pela Cesar Ricome e precisou parar por causa do semáforo. Ao lado de um supermercado havia uma vaga para veículos e naquele local, Ganci teria cortado a frente de Tsunami, o que deu inicio a uma discussão.

Após descer do carro, o empresário deu um soco no tatuador, que ao tentar soltar o cinto de segurança, não teve tempo, pois neste momento Ganci sacou um revólver e desferiu quatro tiros que atingiram a cabeça e o tórax da vítima.

Depois de deixar o local do crime, Fernando Ganci deixou a mãe e a esposa em casa, posteriormente empreendeu fuga em direção a Ribeirão Preto. Ao passar pelo rio Mogi Guaçu, conferiu o tambor da arma e viu que tinha quatro cápsulas deflagradas e então jogou a arma no rio.

Ganci fugiu para a Bolívia, onde permaneceu por duas noites até que foi convencido pela esposa e decidiu regressar a São Carlos, porém no retorno, ele acabou sendo preso por policiais rodoviários, na noite do dia 10 de dezembro, no interior de um posto de serviços em Presidente Epitácio. Assim que voltou a São Carlos, teve sua prisão preventiva decretada. Ele foi indiciado por homicídio duplamente qualificado e se condenado, pode pegar uma pena de 12 a 30 anos de prisão.


Colaborou Pedro Maciel
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