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terça, 13 de abril de 2021
Polícia

Acusado de matar pedreiro concedeu entrevista se passando por testemunha

Caso aconteceu no final de janeiro, no Portal do Sol.

26 Fev 2021 - 08h40Por Redação São Carlos Agora
Após cometer o homicídio, acusado concedeu entrevista ao repórter Pedro Maciel - Crédito: reproduçãoApós cometer o homicídio, acusado concedeu entrevista ao repórter Pedro Maciel - Crédito: reprodução

Frio e calculista, o jovem de 25 anos que confessou ter matado a tiros e facadas o pedreiro Huiverson Renan Vieira chegou a conceder entrevista à imprensa um dia após o crime se passando por testemunha. Ele foi preso ontem pela DIG em sua casa no Jardim Cruzado, em Ibaté.

Em seu depoimento, Felipe alega que trabalhava há 30 dias com a vítima na reforma de uma casa no bairro Portal do Sol. Diz que  Huiverson, conhecido como Índio, era usuário de drogas (cocaína e crack) e sempre o convidava para fazer uso dos entorpecentes, mas não aceitava, já que só usa maconha.

Felipe disse ainda que no dia 30 de janeiro chegou para trabalhar por volta das 6h50 e teria encontrado Índio "loucão", devido ao uso de drogas, que ele [Índio] teria dito que havia "matinado", ou seja, virado a noite usando entorpecentes.

 O acusado afirma que ainda durante a manhã se envolveu em uma discussão relacionada ao trabalho com Índio, que foi ameaçado com uma pá.

Felipe declarou que em seguida Índio pegou uma faca e um punhal e partiu para cima dele. Neste momento foi até um quarto onde ficava guardada uma arma e efetuou um disparo em direção de Índio, segundo ele, na intenção de inibi-lo.

Segundo a versão apresentada por Felipe, mesmo ferido, Índio partiu para cima dele e ambos entraram em luta corporal. Neste momento conseguiu pegar a faca e desferiu golpes contra o pedreiro, deixando a obra em seguida.

Após o crime, Felipe foi embora para casa levando o revólver e retornou no imóvel na manhã do dia seguinte. Ele percebeu que Índio teria se locomovido, por isso achou que ele estava vivo e acionou a Polícia Militar e o Samu. Uma equipe esteve no local e constatou o óbito.

Aos policiais militares e civis Felipe deu outra versão e acabou liberado. Chegando em casa teria contado para a mulher que havia feito uma besteira, mas não teria dito que havia cometido um homicídio.

Sobre a arma do crime, o acusado contou que vendeu o revólver na capital e usou para comprar roupas no Brás para revender depois.

O caso foi esclarecido pela equipe da DIG que efetuou a prisão de Felipe no Jardim Cruzado, em Ibaté. Ele que possui passagem pela Polícia por roubo foi encaminhado ao Centro de Triagem em São Carlos.

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