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quarta, 30 de setembro de 2020
Polícia

Acusadas de participar de latrocínio de metalúrgico se apresentam na DIG

13 Ago 2020 - 12h11Por Redação São Carlos Agora
Jaqueline, Estefano e Isabela. Estefano continua foragido. - Crédito: DivulgaçãoJaqueline, Estefano e Isabela. Estefano continua foragido. - Crédito: Divulgação

 

Duas jovens acusadas de participar do latrocínio do metalúrgico Leizer Buchiwieser dos Santos se apresentaram acompanhadas das advogadas Fabiana Carlino e Veridiana Trevizan Pera, na manhã desta quinta-feira (13), na sede da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O crime aconteceu em agosto do ano passado.

Contra Jaqueline Priscila Dornelas Chaves e Isabela Menegheli Belchior já havia um mandado de prisão temporária. Isabela é filha do falecido cantor Belchior. Elas estão prestando depoimento neste momento.

A advogada Fabiana Carlino informou que aconselhou Jaqueline a se apresentar espontaneamente e colaborar com a polícia. Ela nega que a cliente tenha participado do crime.

Por sua vez, Veridiana Trevizan, que defende Isabela, contou que ela apenas se defendeu de Leizer que tentou agredi-la e estupra-la. Houve luta corporal e a vítima acabou esfaqueada.

As advogadas disseram que vão entrar com um pedido de revogação da prisão das acusadas. 

Dois homens que também são acusados de participar do latrocínio continuam foragidos. Quem tiver informações sobre os paradeiro deles deve ligar para o disque-denúncia 181 ou utilizar o Whatsapp da DIG: (16) 3374-1984.

Acusadas chegando na DIG. (Foto SCA)

O CASO

Segundo o inquérito policial, Leizer saiu para trabalhar por volta das 4h do dia 26 de agosto e não voltou mais para casa. Seu pai registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento no 2º Distrito Policial. O carro que ele usava foi encontrado queimado em um canavial na região do Monjolinho.

Leizer foi apontado como pedófilo

Já o corpo de Leizer foi encontrado no dia 1º de setembro, parcialmente enterrado na área rural, na estrada da Babilônia com as mãos e pés amarrados e com marcas de facadas.

A partir dai a DIG entrou no caso e começou a ouvir testemunhas e a vasculhar as redes sociais. Os policiais apuraram que Leizer teria marcado um encontro sexual com Jaqueline Priscila Dornelas Chaves, 31 anos, solicitando que ela levasse uma criança para ser abusada. Ficou o acordado o pagamento de R$ 500.

Jaqueline teria levado a sobrinha de apenas 3 anos como "isca" para atrair Leizer, sem o conhecimento da mãe da criança.

No local combinado, a casa de Jaqueline, onde mora com a companheira Isabela, na rua Carlos Marra, Jardim Tangará, Leizer foi assassinado com a participação dos jovens E.R. 23 e B.T.D.R. 26 anos.

Na casa de E.R. os policiais apreenderam um celular que possui conversas dele com a irmã, Jaqueline falando sobre o crime.

MOTIVAÇÃO

Segundo os diálogos trocados entre os envolvidos, Leizer seria pedófilo e teria interesse em praticar sexo com a criança e não somente com Jaqueline

Jaqueline relatou os fatos para a companheira Isabela e os seus irmãos, B.T.D.R. e B.T.D.R. A intenção inicial era extorquir Leizer. Eles subtraíram R$ 500 que ele levou para pagar o programa, mas houve reação e por isso resolveram matá-lo a facadas. Em seguida decidiram dar fim no carro e no corpo.

O Chevrolet Onix usado para transportar os acusados para desovar o carro e o cadáver foi apreendido.

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