Histórias de amor, superação e recomeços marcam trajetórias de servidoras do SAAE
Elas compartilham relatos emocionantes sobre maternidade, desafios, acolhimento e a força feminina em diferentes fases da vida.
10 MAI 2026 • POR Por Ayane Martins - Jornalista do SAAE São Carlos • 07h58Ser mãe vai muito além de gerar uma vida. É acolher, cuidar, ensinar, proteger e amar de forma incondicional. A maternidade se manifesta de diferentes formas: nas mães biológicas, adotivas, mães de coração e em todas aquelas que exercem diariamente o cuidado, a dedicação e o amor. Neste Dia das Mães, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) homenageia mulheres que, dentro e fora da autarquia, vivem a maternidade em suas mais diversas formas, conciliando a rotina profissional com os desafios, renúncias, aprendizados e alegrias de cuidar de alguém.
Entre jornadas de trabalho, responsabilidades familiares e histórias de superação, servidoras do SAAE compartilham relatos emocionantes sobre o amor materno, a descoberta da maternidade, o cuidado com a família e os recomeços da vida. São histórias que revelam a força, a sensibilidade e a importância das mulheres que diariamente acolhem, orientam e transformam vidas, mostrando que ser mãe é, acima de tudo, um ato contínuo de amor e dedicação.
O PRIMEIRO DIA DAS MÃES E A REALIZAÇÃO DE UM SONHO - Para a servidora Lucimara Zambon Brinhano, 44 anos, este Dia das Mães terá um significado ainda mais especial. Grávida de quatro meses do pequeno Heitor, ela viverá pela primeira vez a data não apenas como filha, mas também como mãe. Lucimara conta que o sonho da maternidade sempre esteve presente, mas acabou sendo adiado pela rotina profissional e familiar. “Eu sempre gostei muito de crianças e sempre quis ser mãe. Mas, por questões familiares e de trabalho, fomos deixando esse sonho um pouco de lado. No último ano, eu percebi que realmente faltava alguma coisa para completar a família. Então decidimos tentar”.
A descoberta da gravidez veio acompanhada de emoção e surpresa. “Eu até tinha feito um teste antes da hora e deu negativo. Achei que não era naquele mês. Quando fiz novamente e confirmei, demorei a acreditar. Aos poucos ainda está caindo a ficha, mas sempre foi um sonho ser mãe”, conta emocionada.
Vivendo a maternidade pela primeira vez, Lucimara afirma que já percebe mudanças profundas, principalmente na relação com a própria mãe. “Os laços com a minha mãe sempre foram muito fortes, mas, depois que descobri a gravidez, parece que eu entendi ainda mais todo o cuidado dela. Hoje eu compreendo muito mais aquela frase que as pessoas falam: ‘quando você for mãe, vai entender’. Nossa relação ficou ainda mais próxima”, destaca.
Ela também ressalta o apoio recebido da família, dos amigos e dos colegas do SAAE durante a gestação. “Percebi que essa experiência transforma não só a família, mas também as pessoas ao redor. Desde o primeiro momento me senti muito acolhida aqui no trabalho. Parece que os amigos e as pessoas próximas sentem um pouco desse amor diferente que é gerar um filho”, afirma.
Ao homenagear a mãe, Lucimara se emociona ao falar sobre a principal inspiração de sua vida. “Se eu for 1% do que ela foi para mim e para os meus irmãos, minha vida já estará completa. Ela é uma mulher guerreira, ativa e um exemplo para toda a nossa família. Quero desejar um feliz Dia das Mães para todas: mães biológicas, adotivas e até mães de pet, porque existe um amor muito especial em cuidar”.
A MATERNIDADE EM MEIO À DOR E À ESPERANÇA - A gravidez da servidora Michele Carolina Leopoldino de Araújo, 37 anos, foi acompanhada de desafios emocionais. Mãe da pequena Melissa, hoje com quatro anos, ela viveu simultaneamente a descoberta da gravidez e o diagnóstico de uma doença grave da própria mãe.
Michele conta que a gravidez aconteceu em um período delicado, em meio à pandemia da Covid-19 e ao início do tratamento de saúde da mãe. “Foi muito difícil lidar com a realização do sonho de ser mãe e, ao mesmo tempo, com o medo de perder a minha mãe. É um misto de sentimentos impossível de explicar. Você tenta não pensar muito porque sabe que tudo interfere na gravidez, mas a cabeça não para. Ninguém está preparado para perder a mãe”, relata.
Ela explica que, devido às restrições médicas da época, não pôde acompanhar parte do tratamento hospitalar da mãe. Ainda assim, destaca que a chegada da filha trouxe esperança e força para toda a família. “A Melissa foi um verdadeiro milagre. Ela não deixou que meus pais entrassem em depressão em um momento tão delicado. Ela trouxe alegria, trouxe vida nova e ajudou todos nós a seguirmos em frente. Minha mãe ganhou forças para enfrentar o tratamento porque queria viver tudo aquilo ao lado da neta”.
Hoje, Michele celebra a recuperação da mãe e o crescimento da família. “A Melissa foi a primeira neta e, no mesmo ano, meu sobrinho nasceu. Em 2025, meus pais foram promovidos a avós de quatro netos, com a chegada das minhas sobrinhas gêmeas”.
Ao falar sobre maternidade, Michele afirma que passou a compreender ainda mais os sacrifícios feitos pela própria mãe ao longo da vida. “Depois que você vira mãe, começa a entender muitas escolhas e renúncias que antes não percebia. Hoje eu entendo quando minha mãe se preocupava comigo. Você começa a dar valor para coisas simples, como um abraço, um café junto ou uma mensagem perguntando se você chegou bem. A maternidade transformou completamente a minha forma de enxergar a vida. Ser mãe é uma bênção. É algo que muda a forma como você vê a família, o amor e até os pequenos momentos do dia a dia”, finaliza.
DEPOIS DE DEDICAR A VIDA AOS FILHOS, A CORAGEM DE RECOMEÇAR - A maternidade também marcou profundamente a trajetória da servidora Aline Petrucelli Araújo, 50 anos. Além do amor pelos filhos, a experiência também trouxe aprendizados sobre renúncia, amadurecimento, resiliência e recomeços. Em relato emocionante, ela compartilha os desafios de ter deixado a carreira profissional para se dedicar integralmente à família e, anos depois, reencontrar seu espaço no mercado de trabalho.
Mãe de Pedro, de 20 anos, e João, de 17, ela conta que decidiu interromper a carreira em 2006, quando se mudou para Araraquara com o marido. Sem rede de apoio para cuidar dos filhos pequenos, optou por dedicar-se integralmente à maternidade. “Foi uma escolha. Eu tive essa opção, enquanto muitas mães não têm. E dentro da maternidade você assume inúmeros papéis ao mesmo tempo. Você é psicóloga, enfermeira, professora, motorista, líder da casa. Precisa organizar a rotina, resolver conflitos, incentivar, acolher e, ao mesmo tempo, manter tudo funcionando”, relata.
Apesar da dedicação à família, ela conta que enfrentou julgamentos sociais por não estar inserida no mercado de trabalho. “As pessoas falavam: ‘você só fica em casa’. Mas a maternidade e o trabalho doméstico são trabalhos invisíveis e pouco valorizados. Muitas vezes, as pessoas acham que ficar em casa é ter tempo livre, mas ser mãe exige uma rotina intensa e um trabalho que nunca para”, desabafa.
Após retornar a São Carlos, Aline decidiu recomeçar. Voltou a estudar, prestou concursos públicos e, com muita dedicação, conseguiu novas aprovações. “Eu abri mão de finais de semana, feriados e horas de descanso para estudar. E, em 2025, recebi meu maior presente, a aprovação no concurso do SAAE, justamente onde tive meu primeiro emprego, em 1994”, relembra.
Hoje, ela celebra o retorno ao trabalho e afirma que a experiência da maternidade contribui diretamente para sua atuação profissional. “A maternidade me ensinou liderança, organização, empatia, responsabilidade e iniciativa. Tudo isso eu levo para o ambiente de trabalho. Hoje eu vejo que a maturidade também é uma força e que sempre é possível recomeçar”.
Aline também faz questão de homenagear a mãe, hoje com 83 anos, que considera sua principal referência de vida. “Minha mãe sempre foi muito firme nos valores e princípios, mas também extremamente acolhedora. Hoje sou eu quem cuida dela. É uma forma de devolver tudo o que ela fez por mim. Ela sempre foi meu colo, meu amparo e minha referência”, conta emocionada.
Ao final, ela deixa uma mensagem especial para todas as mães. “Nós somos a base da família. Somos nós que ensinamos respeito, empatia, persistência e responsabilidade. E também quero dizer para todas as mães que sempre é tempo de recomeçar. O primeiro passo, por menor que seja, pode transformar toda uma trajetória”, finaliza.
AÇÃO “AS MELHORES MÃES DO MUNDO” - O SAAE possui atualmente 108 servidoras, das quais 55 são mães. Como forma de homenagear não apenas as servidoras mães, mas todas as mães que fazem parte da história e da vida dos colaboradores da autarquia, foi realizada a ação interna “As Melhores Mães do Mundo”.
A iniciativa contou com um mural físico e virtual, criado para celebrar o Dia das Mães e reforçar que, para cada pessoa, a sua mãe é única e especial. Todas as servidoras mães foram convidadas a enviar fotos com seus filhos, enquanto os demais servidores puderam participar enviando registros ao lado de suas mães. As fotos foram reveladas, expostas no mural e, posteriormente, serão entregues aos participantes como forma de lembrança e homenagem.
Segundo o presidente do SAAE, Derike Contri, é um ato de amor e generosidade. “Ser mãe é um dos maiores exemplos de amor, dedicação e generosidade que existem. É cuidar, acolher, ensinar e estar presente mesmo diante dos desafios da vida. Neste Dia das Mães, quero homenagear todas as mães que, diariamente, transformam vidas com sua força, sensibilidade e capacidade de amar de forma incondicional”, destacou Derike Contri.