Educação

Mesmo com convocação de greve, escolas estaduais funcionam normalmente em São Carlos

Docentes pedem reajuste salarial e mudanças em políticas do estado; movimento não teve grande adesão no município

10 ABR 2026 • POR Da redação • 11h18
Manifestação de professores com a APEOESP no MASP na avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil Paulo Pinto/Agência Brasil

Mesmo com convocação de greve, escolas estaduais funcionam normalmente em São Carlos
(sub) Docentes pedem reajuste salarial e mudanças em políticas do estado; movimento não teve grande adesão no município

Apesar da convocação de uma greve, as escolas estaduais de São Carlos tiveram aulas normais ontem (quinta-feira, 9 de abril) e hoje, sexta-feira, 10 de abril. A dirigente regional de Ensino, Débora Gonzales Costa Blanco, afirmou com exclusividade ao SÃO CARLOS AGORA que foram registradas apenas poucas faltas pontuais.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) havia convocado uma paralisação dos docentes da rede para os dois dias.

O diretor da Apeoesp em São Carlos e região, professor Ronaldo Motta, relatou que a paralisação é parcial nas escolas. “Cerca de 20 colegas vão participar da assembleia que ocorrerá no MASP, seguida de passeata até a Praça da República, sede da Secretaria de Educação”, destaca ele.

A categoria reivindica o reajuste salarial, a aplicação correta do piso nacional como base da carreira, valorização profissional, melhores condições de trabalho e mudanças em políticas educacionais em curso no estado.

A pauta da mobilização inclui ainda outros pontos, como a retirada do PL 1316, que trata da Reforma Administrativa da Educação, e a revogação da Avaliação de Desempenho, considerada injusta pela entidade. Os professores também pedem abertura de classes para o ensino regular e Educação de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno, além de Educação Especial inclusiva, que atenda às necessidades de alunos atípicos e com deficiência.

“A paralisação é resultado de uma deliberação da assembleia do dia 6, quando também paramos. Estamos dando continuidade à campanha salarial, que também pede a devolução do confisco dos aposentados, entre outras coisas. Acrescente-se ainda o PL 1316, que é mais um ataque à educação e que queremos que seja retirado, porque trata de avaliações que punem os professores, com possibilidade de remoção obrigatória”, afirmou o presidente interino da Apeoesp, Roberto Guido.

Outro ponto destacado pela entidade é a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a equiparação salarial dos professores da educação básica com outros profissionais de nível superior. O movimento também questiona a chamada “plataformização do ensino”, que se refere à integração intensiva de plataformas de empresas privadas na aprendizagem e na rotina da sala de aula.

Hoje, sexta-feira, às 10h, será realizada uma assembleia no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista, para decidir os rumos da greve. (Com informações da Agência Brasil)