São Carlos vive expectativa de possível greve dos servidores a partir de segunda, 13 de abril
O governo municipal ofereceu a reposição da inflação com reajuste de 3,81% (IPCA) mais um aumento de 5% no Ticket Alimentação, mas a proposta foi rejeitada pelos sindicalistas
10 ABR 2026 • POR Da redação • 09h31São Carlos está vivendo, nesta sexta-feira, 10 de abril, a expectativa em torno da possível paralisação dos servidores públicos municipais a partir da próxima segunda-feira, dia 13 de abril. A greve somente será cancelada se a Prefeitura Municipal apresentar uma nova proposta com aumento real de salário para a categoria. Caso a greve se confirme, será a primeira enfrentada pela gestão do prefeito Netto Donato (PP).
Se isso acontecer até o final da tarde de hoje, o SINDSPAM (Sindicato dos Servidores Municipais e Autárquicos de São Carlos) poderá realizar uma nova assembleia no sábado ou no domingo para avaliar esta suposta nova proposta. “Se for apresentada pela gestão municipal uma nova proposta, poderemos convocar uma nova assembleia com os trabalhadores para avaliar as novas ofertas da administração municipal”, afirma o vice-presidente do sindicato, Lucinei Custódio.
Os servidores rejeitaram, na noite da última quarta-feira, 8 de abril, a proposta final de Acordo Coletivo da Prefeitura de São Carlos. A Prefeitura propôs a reposição do IPCA de 3,81%, mais 5% no Ticket Alimentação, que resulta em R$ 60, e a adoção do Plano de Carreira.
O vice-presidente do SINDSPAM, Lucinei Custódio, disse que a categoria reivindica um reajuste de 6%, que soma os 3,81% do IPCA mais um aumento real de salário de 2,19%, o que daria um aumento de 6%.
Custódio ressalta que a pauta do sindicato tem um total de 30 itens. “Dentro das cláusulas econômicas reivindicamos o aumento real de salário, o aumento do ticket refeição e o plano de carreira, que cobramos desde o governo Newton Lima. Até hoje esta lei não está em vigor. O pessoal da Educação tem plano de carreira e o pessoal do SAAE tem plano de carreira. Os demais servidores não têm plano de carreira. Isso impacta financeiramente e pode influenciar na nossa negociação salarial”, destaca ele.
Segundo ele, já foram realizadas várias reuniões e serão feitas mais algumas ainda. “A ideia de greve não parte da cabeça do sindicato. Depende de quanto o prefeito está disposto a negociar. A Justiça hoje considera todo serviço como essencial. Na Prefeitura, há muitos serviços essenciais. Vejo que este ano a Prefeitura tem margem para um reajuste aceitável”, ressalta.