Vacinação contra a gripe ganha importância diante do aumento de vírus respiratórios no país
Dra. Silvia Nunes Szente Fonseca, do IDOMED, alerta para riscos da doença e reforça papel da imunização na prevenção de casos graves
29 MAR 2026 • POR Da redação • 10h10Com a chegada do outono, período marcado pelo aumento da circulação de vírus respiratórios, especialistas reforçam a importância da vacinação contra a gripe como principal forma de prevenção, especialmente entre os públicos mais vulneráveis.
Em Ribeirão Preto e nas demais cidades da região, a campanha de vacinação contra a gripe tem início no fim de março, seguindo a diretriz do Ministério da Saúde, com previsão de continuidade até o fim de maio. Neste momento, a imunização é direcionada aos grupos prioritários definidos pelas autoridades de saúde, podendo ser ampliada para outros públicos conforme a disponibilidade de doses.
Dados recentes da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo apontam milhares de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associados à influenza, além de centenas de mortes, o que reforça a importância da vacinação como estratégia de prevenção.
De acordo com a médica pediatra e infectologista Dra. Silvia Nunes Szente Fonseca, docente do IDOMED (Instituto de Educação Médica), a percepção de que a gripe é uma doença leve pode levar à baixa adesão à vacina, o que aumenta os riscos à saúde pública. “A gripe pode evoluir de forma significativa, principalmente em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. A vacinação é fundamental para evitar complicações, hospitalizações e até óbitos”, afirma.
A especialista destaca que a vacina é atualizada anualmente para acompanhar as mutações do vírus influenza e proteger contra as principais cepas em circulação. “Qualquer infecção por influenza pode trazer complicações, especialmente em pessoas mais vulneráveis, por isso a vacinação é tão importante”, explica.
Outro ponto importante, segundo a médica, é esclarecer um dos mitos mais comuns sobre o tema. “A vacina não causa gripe. O imunizante é produzido com vírus inativado, incapaz de provocar a doença. O que pode ocorrer são reações leves e passageiras, como dor no local da aplicação ou um mal-estar”, ressalta.
A campanha é voltada prioritariamente para grupos com maior risco de complicações, como idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas, profissionais da saúde, professores e pessoas com deficiência, entre outros públicos definidos pelas autoridades de saúde.
A vacinação é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos municípios. A orientação é que a população procure a unidade mais próxima com documento com foto e, se possível, a carteira de vacinação.
Diante do cenário de aumento na circulação de vírus respiratórios no país, a recomendação é não adiar a imunização. “A vacina continua sendo a forma mais eficaz de proteção coletiva e individual, contribuindo para reduzir a pressão sobre os serviços de saúde e proteger principalmente quem mais precisa”, reforça a Dra. Silvia.