Ao leite, 70% ou diet: qual chocolate é realmente mais saudável na Páscoa?
Trocar o chocolate tradicional por versões "fit" nem sempre reduz excessos, explica nutricionista
24 MAR 2026 • POR Larissa Fernanda Marcondes Gomes • 11h25Com a chegada da Páscoa, além das prateleiras cheias de ovos de chocolate, cresce também o interesse por versões consideradas mais saudáveis, as famosas receitas caseiras que viralizam nas redes sociais e prometem substituir os doces tradicionais. Na prática, será que essas opções são mesmo melhores?
Segundo a nutricionista e coordenadora de operações da Menu Restaurantes Corporativos, Maiara Francisco dos Santos, é preciso cautela antes de classificar qualquer versão como saudável automaticamente: “Nem sempre uma receita caseira ou adaptada é nutricionalmente superior. Muitas vezes, há substituições que mantêm ou até aumentam o valor calórico, além de trazerem outros ingredientes que também devem ser consumidos com moderação”, explica.
No caso dos chocolates industrializados, a especialista aponta que versões com maior teor de cacau, como os 70%, tendem a ser escolhas mais equilibradas por conterem menos açúcar e maior presença de compostos antioxidantes. Já os chocolates ao leite e algumas opções diet ou zero podem ter maior adição de açúcares, gorduras ou adoçantes, o que exige atenção na hora da escolha.
Mais que eleger um “melhor” chocolate, o ponto central está na forma de consumo. Em um cenário em que as pessoas são constantemente expostas a estímulos visuais e ofertas de alimentos indulgentes, especialmente em datas comemorativas, a tendência ao consumo por impulso aumenta.
Karem Karam Quintas Garcez, Nutricionista e Gerente de Operações PR/SC da Menu Restaurantes Corporativos aponta que: “O mais importante é desenvolver uma relação mais consciente com a alimentação. Isso significa prestar atenção nas escolhas, nas quantidades e também nos sinais do próprio corpo, sem cair na lógica de excesso ou compensação”, orienta.
A nutricionista reforça que a Páscoa não precisa ser encarada com restrição, mas sim com equilíbrio. “É possível aproveitar o chocolate — seja ele tradicional ou em versões alternativas — dentro de uma rotina alimentar organizada. Quando há equilíbrio ao longo do dia, a data deixa de ser um momento de exagero e passa a ser apenas uma celebração. No caso das crianças, o ideal é que os responsáveis organizem o consumo, evitando a oferta livre ao longo do dia e estabelecendo combinados que ajudem a criar uma relação mais consciente com o alimento”, conclui.