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Por que ficamos mais doentes no outono?

Clima seco e maior permanência em ambientes fechados favorecem doenças respiratórias; especialista explica como se proteger

18 MAR 2026 • POR Enzo Zilio • 14h07

A chegada do outono, no dia 20 de março, costuma marcar também o aumento dos casos de doenças respiratórias. Estudos apontam que, durante a estação, a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pode crescer até 45%. A combinação de clima mais seco e maior permanência em ambientes fechados favorece a circulação de vírus e bactérias e eleva o número de quadros como gripe, resfriados, rinite alérgica, sinusite, bronquite e pneumonia.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é caracterizada por quadros respiratórios mais intensos, que podem causar sintomas como falta de ar, dificuldade para respirar e queda da oxigenação no sangue, muitas vezes exigindo atendimento hospitalar. A condição pode ser provocada por diferentes vírus e bactérias, incluindo o vírus da gripe e outros agentes respiratórios.

De acordo com Amanda Rodrigues Vale, coordenadora médica do Centro Médico do Hospital e Maternidade São Luiz Campinas, da Atlântica D’Or, diversos fatores contribuem para o aumento dos casos nesse período.

“O outono é uma estação caracterizada por um clima mais seco, o que pode prejudicar as vias respiratórias e ressecar as mucosas”, explica a médica. Segundo ela, essas mucosas funcionam como uma barreira de proteção do organismo, ajudando a filtrar partículas, vírus e bactérias presentes no ar. “Quando o ambiente está mais seco, essa proteção natural pode ficar comprometida, facilitando o surgimento de infecções respiratórias e crises alérgicas”, complementa.

Ela acrescenta que a queda das temperaturas também faz com que as pessoas passem mais tempo em ambientes fechados, o que favorece a transmissão de vírus e bactérias.

Segundo a especialista, alguns grupos precisam de atenção especial nessa época do ano. Crianças e idosos, por exemplo, são mais sensíveis às variações climáticas e têm maior risco de desenvolver quadros respiratórios mais graves devido à maior fragilidade do sistema imunológico. Pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares crônicas também devem redobrar os cuidados.

 

Orientações de prevenção

Apesar do aumento de casos ser comum nessa época do ano, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir o risco de infecções respiratórias.

A especialista destaca cinco cuidados principais:

A médica também esclarece que, apesar de ser bastante associada à prevenção de gripes e resfriados, a vitamina C isoladamente não é suficiente para evitar infecções.

“Os estudos não indicam evidências de que apenas esse suplemento seja capaz de blindar a saúde do paciente”, afirma Amanda Rodrigues Vale.

Segundo Amanda, a imunidade está relacionada a um conjunto de fatores. “O mais importante é manter um estilo de vida saudável e, caso surjam sintomas, procurar avaliação médica”, conclui a coordenadora do São Luiz Campinas.

Com 47 mil metros quadrados de área construída, o Hospital e Maternidade São Luiz Campinas oferece pronto atendimento adulto e infantil, maternidade, centro cirúrgico com equipamentos de última geração, centro de hemodinâmica para procedimentos minimamente invasivos e uma sala exclusiva para cirurgia robótica com o sistema Da Vinci X. A unidade foi a primeira da região de Campinas a conquistar a certificação Joint Commission International (JCI), principal referência mundial em acreditação hospitalar.