Mãe registra BO e afirma que filho com TDAH foi chamado de "cínico" e "dissimulado" em escola
16 MAR 2026 • POR Da redação • 12h43Um boletim de ocorrência foi registrado após a denúncia de supostos maus-tratos contra um aluno de 13 anos em uma escola estadual localizada no bairro Jardim Santa Paula, em São Carlos.
De acordo com o boletim de ocorrência enviado pela tia do garoto ao SCA, o episódio teria ocorrido na Escola Estadual Conde do Pinhal. A mãe relatou que foi chamada à instituição após o filho supostamente desobedecer a ordem de uma professora para permanecer sentado em sala de aula. Segundo ela, o estudante possui diagnósticos de Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e transtorno bipolar, condições que, conforme afirmou, já eram de conhecimento da escola.
Ainda conforme o relato apresentado no boletim de ocorrência, durante o episódio o adolescente teria sido submetido a constrangimento, coação e humilhação por parte de profissionais da unidade escolar. A mãe afirma que gravou áudios do ocorrido, os quais, segundo ela, registrariam falas consideradas ofensivas dirigidas ao estudante.
Entre as situações relatadas, uma funcionária da escola teria se referido ao aluno utilizando termos como “cínico”, “dissimulado” e “inconveniente”. Já uma coordenadora teria dito que ordenou ao estudante que “calasse a boca” e que poderia fazê-lo chorar diante dos demais alunos, expondo suas dificuldades.
A mãe também afirmou que foi acusada por outro profissional da escola de “passar a mão na cabeça” do filho, o que, segundo o relato, teria sido usado como justificativa para o comportamento do adolescente. Ainda conforme a denúncia, outra coordenadora teria comentado com a mãe de um estudante que o garoto seria “má companhia”. Também foi mencionado que poderia ser realizada uma reunião para avaliar uma possível transferência do aluno para uma escola militar.
Em outro momento descrito no boletim, a mãe afirma ter visto pelas câmeras da sala uma coordenadora apontando o dedo em direção ao adolescente de forma considerada intimidatória.
Nota da Secretaria da Educação
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que a Unidade Regional de Ensino (URE) de São Carlos repudia qualquer tipo de discriminação ou agressão dentro ou fora da comunidade escolar.
Segundo o órgão, um supervisor da unidade regional irá averiguar a conduta dos profissionais envolvidos no caso. A responsável pelo estudante também foi chamada novamente para uma conversa com a gestão escolar, mediada pela equipe regional do Programa de Melhoria e Convivência Escolar (Conviva-SP).
De acordo com a secretaria, o objetivo é elaborar uma estratégia com todos os profissionais da unidade para garantir um convívio harmonioso no ambiente escolar. Enquanto isso, o caso segue sob apuração da Polícia Civil.