Casal é condenado pelo Tribunal do Júri por assassinato de lavrador em São Carlos
13 MAR 2026 • POR Da redação • 07h28O Tribunal do Júri da Comarca de São Carlos condenou, nesta quinta-feira (12), o casal acusado de matar o lavrador Aparecido Bueno, de 50 anos, conhecido como “Cido”. Após horas de julgamento, os jurados decidiram pela condenação de Marco Antônio dos Santos, 39 anos, conhecido como “Paraná”, e de Sônia Maria Aparecida de Cássia Nicolau de Oliveira, 22 anos.
Marco Antônio foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo crime de homicídio qualificado. Já Sônia Maria recebeu pena de seis anos de prisão em regime semiaberto.
O julgamento foi presidido pelo juiz Cláudio do Prado Amaral, responsável pelo Tribunal do Júri da comarca. A acusação foi conduzida pelo Ministério Público e a defesa do casal ficou a cargo do advogado Fernando Domingues.
De acordo com a denúncia apresentada durante o processo, o crime ocorreu na noite de 21 de abril de 2025, por volta das 22h35. Segundo os autos, o casal invadiu a chácara onde Aparecido Bueno morava, localizada na Estrada Cônego Washington José Pêra, na região do Jardim Zavaglia. A vítima foi atacada enquanto dormia e morreu após ser atingida por golpes de madeira, sem possibilidade de defesa.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos. Conforme apurado pela polícia, “Cido” costumava frequentar bares nos bairros Cidade Aracy e Antenor Garcia e comentava com conhecidos que guardava dinheiro em casa. Essas informações teriam despertado o interesse do casal.
Na madrugada do dia 22 de abril, o lavrador foi encontrado morto na chácara onde vivia. Três dias depois, em 25 de abril, policiais civis foram acionados para atender uma ocorrência em um conjunto de quitinetes na Rua Izak Fálgen, onde foi localizado o corpo de outro homem que seria conhecido da vítima.
Durante as investigações, policiais identificaram vestígios de sangue que levaram até a quitinete onde morava o casal suspeito. No interior do imóvel foram encontradas roupas manchadas de sangue. Com base nas provas reunidas, a Justiça expediu mandados de prisão temporária por 30 dias.
Após monitoramento das equipes policiais, Marco Antônio foi localizado em Botucatu, na região da Vila Santana, durante patrulhamento da Guarda Civil Municipal com apoio da DIG local. Ele tentou esconder sua identidade, mas acabou sendo conduzido à delegacia, onde foi confirmada sua participação no crime.
Sônia Maria foi localizada posteriormente e permaneceu presa durante o andamento do processo. Atualmente, ela está recolhida na penitenciária feminina de Mogi das Cruzes, enquanto Marco Antônio cumpre pena na penitenciária de Araraquara.