Casal acusado de matar lavrador em chácara vai a Júri Popular nesta quinta-feira
12 MAR 2026 • POR Da redação • 07h39Na manhã desta quinta-feira (12), o Tribunal do Júri da Comarca de São Carlos marcou para levar ao banco dos réus o casal M.A.S., 39, conhecido como “Paraná”, e S.M.A.C.N.O., 22, os quais foram pronunciados pelo crime de homicídio doloso qualificado, porque, segundo os autos da acusação, ambos teriam, no final da noite do dia 21 de abril de 2025, por volta das 22h35, invadido a chácara do lavrador Aparecido Bueno, 50, o “Cido”, localizada na Estrada Cônego Washington José Pêra, na região do Jardim Zavaglia, e aproveitaram que ele dormia para assassiná-lo com golpes de madeira, cuja ação, segundo a denúncia, não teria propiciado qualquer meio de defesa por parte de “Cido”.
A presidência do Tribunal do Júri estará a cargo do juiz presidente do Tribunal do Júri da Comarca de São Carlos, Dr. Cláudio do Prado Amaral, que deverá sortear as sete pessoas que irão compor o conselho de sentença. Já a acusação ficará a cargo da Promotoria Pública e os réus serão representados pelo advogado Dr. Fernando Domingues.
O casal foi preso pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos em bairros das regiões da Vila Santana e CECAP, ambos em Botucatu.
“Cido” tinha o costume de frequentar bares dos bairros Cidade Aracy e Antenor Garcia. Ele residia sozinho e sempre comentava que guardava dinheiro em casa.
Os comentários sobre o dinheiro, segundo o delegado João Fernando Baptista, da DIG de São Carlos, teriam despertado o interesse de S. e “Paraná”, que já teria cumprido pena por roubo na penitenciária de Bauru.
Na madrugada de 22 de abril, “Cido” foi morto a pauladas enquanto dormia na chácara onde morava, na Estrada Cônego Washington José Pêra, região do Jardim Zavaglia. Três dias depois, em 25 de abril, por volta das 8h20, a DIG foi acionada em um conjunto de quitinetes na Rua Izak Fálgen, 511, onde foi encontrado o corpo de outro homem que seria conhecido de “Cido”.
Durante a investigação, os policiais civis identificaram vestígios de sangue levando até a quitinete onde morava o casal suspeito, que havia deixado o local com a porta apenas encostada. No interior da residência foram encontradas roupas manchadas de sangue.
Com base nas provas colhidas, a Justiça de São Carlos expediu mandados de prisão temporária por 30 dias no final de abril do ano passado. Desde então, a DIG monitorava possíveis movimentações do casal, especialmente em direção à cidade de Botucatu, onde moram familiares de S.
A DIG de Botucatu, em cooperação com a Guarda Civil Municipal (GCM) local e com informações repassadas pela DIG de São Carlos, identificou M.A.S., 39, o “Paraná”, durante patrulhamento na região da Vila Santana. Ao ser abordado, ele tentou ocultar sua identidade e negar seu histórico criminal. Mesmo assim, os guardas civis o conduziram até a sede da DIG de Botucatu, onde foi confirmada sua identidade e sua ligação com os crimes.
S.M.A.C.N.O., 22, segue presa na penitenciária feminina de Mogi das Cruzes, e M.A.S., 39, o “Paraná”, permanece recolhido na penitenciária de Araraquara. Ambos deverão chegar a São Carlos por volta das 10h, em carros de presos separados, para serem levados ao Júri Popular.