Saúde

Obesidade infantil cresce no mundo e pode superar a desnutrição nos próximos anos, alerta relatório

Segundo o Dr. Marcelo Bechara, especialista em Longevidade, o crescimento da obesidade pode se tornar um dos principais desafios de saúde pública nos próximos anos

10 MAR 2026 • POR Jessica Carvalho R • 06h20

O crescimento da obesidade no mundo acende um alerta para os riscos à saúde, principalmente entre os mais jovens. O relatório da World Obesity Federation (Federação Mundial da Obesidade) indicou uma alta de 20,7% em pessoas com obesidade com idade entre 5 e 19 anos e prevê que o avanço da doença supere o da desnutrição nos próximos anos.

O médico clínico Marcelo Bechara, especialista em Hormonologia e Reposição Hormonal, explica que, a longo prazo, o cenário e a tendência de crescimento podem gerar um problema de saúde pública.

“A obesidade é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma doença. A regra é clara: pessoas diagnosticadas com sobrepeso e obesidade, consequentemente, tendem a desenvolver outras doenças associadas ao aumento da gordura corporal, como hipertensão, diabetes e até alguns tipos de câncer, o que acaba sobrecarregando o sistema de saúde”, explica Bechara. 

A pesquisa também indicou que as taxas de obesidade estão tão elevadas que, globalmente, o número de crianças de 5 a 19 anos que vivem acima do peso ultrapassará o daquelas que estão abaixo do peso até 2027.

O especialista explica que existem hábitos simples capazes de eliminar o sobrepeso em crianças e jovens. 

“Destaco dois grandes vilões do sobrepeso e da obesidade infantojuvenil: o tempo excessivo de telas e os alimentos ultraprocessados. Estamos vendo cada vez mais jovens sedentários, que passam grande parte do dia rolando o feed das redes sociais ou se alimentando de bolachas, chocolates e refrigerantes. Por isso, limitar o tempo de telas e incentivar a prática de atividades físicas e esportes são maneiras de diminuir o tempo ocioso e, consequentemente, o tédio que pode levar a comportamentos prejudiciais à saúde”, conclui.

Assessoria de imprensa Crislaine Barboza: