São Carlos registra 26 mortes no trânsito em 2025; número é 16,1% menor que no ano anterior
Motociclistas seguem como as principais vítimas, segundo levantamento do Infosiga
23 FEV 2026 • POR Da redação • 14h11O município de São Carlos fechou 2025 com 26 mortes em decorrência de acidentes de trânsito, segundo dados do Infosiga. O número representa uma redução de 16,1% em comparação aos 31 óbitos registrados nos 12 meses de 2024. Apesar da queda, o levantamento revela que o desafio da segurança viária permanece, principalmente diante do crescimento constante da frota de veículos na cidade e no país.
De acordo com o IBGE, a frota local em 2024 era composta por 126.844 automóveis, 35.847 motocicletas e 5.333 motonetas. Em 2025, os meses de fevereiro e junho concentraram o maior número de mortes, com quatro registros cada. A maioria das vítimas era do sexo masculino, com destaque para as faixas etárias de 25 a 29 anos e de 40 a 44 anos, ambas com quatro óbitos.
Os motociclistas foram as principais vítimas, representando 35% dos casos. Na sequência aparecem ocupantes de automóveis (19%) e pedestres vítimas de atropelamento (19%). Em relação ao local das ocorrências, 46,2% das mortes aconteceram em estradas e rodovias que cortam a cidade, enquanto o mesmo percentual foi registrado em vias urbanas. Outros 7,7% ocorreram em áreas rurais e locais diversos. Quanto à condição das vítimas, 64,5% eram condutores dos próprios veículos, 11,5% passageiros e 26,9% pedestres.
O cenário local acompanha uma tendência nacional de crescimento da frota de motocicletas. Dados da Abraciclo apontam que o número de veículos motorizados de duas rodas aumentou 42% entre 2015 e 2024, alcançando 35 milhões de unidades no país. Apenas em 2024, as vendas cresceram 18,6%, atingindo o maior volume desde 2011. Para 2025, a expectativa é de nova alta de 7,7%, superando 2 milhões de emplacamentos. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), em junho de 2025 o Brasil contabilizava 29 milhões de motocicletas em circulação, quase 6 milhões a mais do que em 2020.
Especialistas apontam que o aumento da frota, especialmente de motos, exige reforço em políticas públicas de educação no trânsito, fiscalização e melhorias na infraestrutura viária, com foco na preservação de vidas.