Mobilidade urbana

Para presidente do CRECISP, novo Terminal Rodoviário pode gerar vetor de crescimento

Projeto do empreendimento prevê a construção por meio de uma PPP, sem uso de dinheiro público, e a geração de milhares de empregos diretos e indiretos

10 FEV 2026 • POR Da redação • 07h29
O projeto da nova rodoviária de São Carlos: as margens da Washington Luís com centro comercial e investimentos imobiliários - reprodução

O Rodoporto, ou novo Terminal Rodoviário de São Carlos, previsto para ser construído às margens da Rodovia Washington Luís, nas proximidades da UFSCar, poderá criar um novo vetor de crescimento urbano e movimentar a economia de forma expressiva.

O presidente do CRECISP (Conselho dos Corretores Imobiliários do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto, afirma que o projeto da PPP (Parceria Público-Privada) para a construção do novo Terminal Rodoviário de São Carlos poderá causar um boom de desenvolvimento na cidade. “Um empreendimento desse porte, realizado pela iniciativa privada, sem as amarras burocráticas do poder público, irá gerar milhares de empregos, principalmente se prever, como está no projeto, a construção de um centro comercial e também de edifícios para moradia em seu entorno”, destaca.

Viana Neto explica que uma construção desse porte irá gerar centenas e até milhares de empregos diretos e indiretos nas obras civis e também nos setores ligados a materiais de construção, equipamentos elétricos, hidráulicos e toda a parte de acabamento. “Com certeza, vai gerar um boom de desenvolvimento antes, durante e depois das obras”, comenta. Segundo ele, toda a região ao redor do terminal também será beneficiada com novos investimentos. “Além disso, com um terminal desse porte, por onde passará muita gente diariamente, o centro comercial deve ser disputado principalmente por franquias de fast food e dos setores gastronômico e de serviços em geral”, explica o presidente, que tem larga experiência nos setores imobiliário e da construção civil.

O COMDUSC (Conselho de Desenvolvimento Urbano de São Carlos), em reunião realizada em abril de 2025, aprovou, sem nenhum voto contrário, a localização e a modelagem de negócio do Rodoporto.

O presidente da AEASC, Laert Rigo, dá sinal verde para o projeto. “O Rodoporto, ou também a nova rodoviária de São Carlos, é bem-vindo para São Carlos, pois deverá melhorar a conexão entre cidades, trazer melhorias nos serviços de transporte coletivo interurbano, novos empregos e qualificação da área onde será construído. Mas caberá à sociedade fiscalizar e cobrar para que ocorra o sucesso do empreendimento. A AEASC solicita, desde o início, que a área da atual rodoviária continue sendo um local com uso, seja um órgão municipal, um terminal urbano ou uma área comercial”, destaca o geólogo.

“O Rodoporto São Carlos não é mais um empreendimento comum no município. Deverá incluir um conjunto de inovações e estar à altura do processo e do projeto de Cidade Inteligente e Sustentável de São Carlos. Seus equipamentos e seu funcionamento devem estar rigorosamente enquadrados nos processos e metodologias mais avançados da atualidade”, afirma o ex-secretário municipal de Ciência e Tecnologia e atual assessor do prefeito Netto Donato, professor José Galizia Tundisi.

Do alto de sua experiência como homem público e cientista renomado internacionalmente, Tundisi garante que o empreendimento dará melhor atendimento à população, considerando conforto, acessibilidade, saúde e educação, e incluirá avanços tecnológicos significativos nas áreas de energia, meio ambiente, condições sanitárias, equipamentos e funcionamento do Terminal Rodoviário.

Projeto do novo terminal rodoviário de São Carlos

ATÉ R$ 1 BI EM NEGÓCIOS – Fontes preveem que a construção e o funcionamento do Rodoporto poderão gerar até R$ 1 bilhão em negócios no município. A meta da Prefeitura de São Carlos é implantar uma nova rodoviária sem nenhum investimento direto. O objetivo é a implantação de um novo Terminal Intermunicipal de Transporte Coletivo e de Integração Multimodal de Transportes Rodoviários do Município de São Carlos.

MEIO SÉCULO – A rodoviária atual já tem mais de 50 anos e está a cerca de dois quilômetros da rodovia, o que inviabiliza que novas empresas rodoviárias ofereçam seus serviços aos são-carlenses, já que o custo de entrada e saída da cidade é elevado e as viagens tornam-se morosas devido ao tempo gasto apenas nesse percurso.

Segundo o projeto do Rodoporto, o novo equipamento público será construído pela iniciativa privada em troca da cessão de áreas do entorno, onde serão implantados um centro comercial e investimentos imobiliários, com a construção de prédios de apartamentos.

A Secretaria de Transportes e Trânsito de São Carlos, preocupada com a precariedade da antiga rodoviária, já ultrapassada diante do desenvolvimento da cidade, tomou a iniciativa de publicar um edital de chamamento do PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) para a realização de estudos que viabilizem uma PPP (Parceria Público-Privada) que garanta um terminal moderno, prático e eficiente para a Prefeitura de São Carlos.

A empresa ARCO Arquitetura Contemporânea, vencedora do PMI, realizou todo o estudo técnico de viabilidade. A concessão para a empresa vencedora da PPP será de 35 anos. Após esse período, o novo terminal reverterá para a posse da Prefeitura de São Carlos. O projeto é denominado Complexo do Rodoporto. Os estudos revelam que as obras deverão ser concluídas em um prazo mínimo de um ano e meio.