Segurança

DIG de São Carlos esclarece falso sequestro envolvendo mulher de Santa Catarina

3 FEV 2026 • POR Da redação • 07h28
DIG São Carlos - Maycon Maximino

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos esclareceu, na manhã desta segunda-feira (2), um caso inicialmente tratado como possível sequestro ou cárcere privado de uma mulher de 35 anos, moradora de Blumenau, em Santa Catarina, que havia desaparecido após chegar à cidade para visitar familiares.

Segundo o delegado João Fernando Baptista, a família registrou um boletim de ocorrência após a mulher sair da casa da ex-sogra, onde estava hospedada, no dia 28, e não retornar nem manter contato. O caso passou a ser tratado com prioridade pela Polícia Civil após familiares receberem mensagens e áudios enviados do próprio telefone da mulher, afirmando que ela estaria em cárcere privado em São Carlos.

“Diante dessas informações, iniciamos todas as diligências necessárias para apurar um possível sequestro ou cárcere privado. Ressalto que, em nenhum momento, houve pedido de resgate ou qualquer exigência financeira”, explicou o delegado.

Durante a investigação, a DIG chegou a um endereço na região leste da cidade, apontado como possível cativeiro. No local, os policiais encontraram a mulher em companhia de um homem, sem qualquer sinal de violência ou restrição de liberdade. Conforme apurado, ela estava no imóvel por livre e espontânea vontade.

De acordo com o delegado João Fernando Baptista, a própria mulher confessou que tudo não passou de uma farsa. Ela relatou que havia tido uma recaída no uso de drogas no dia 28 e, com receio da reação da família e da possibilidade de perder a guarda dos filhos, inventou a história do sequestro para justificar o desaparecimento.

“A equipe conseguiu esclarecer rapidamente que se tratava de uma falsa comunicação de crime. Essa situação mobilizou toda a nossa estrutura para um fato que poderia ser gravíssimo”, destacou o delegado, ressaltando o trabalho investigativo da equipe da DIG.

O homem que estava com a mulher foi conduzido à delegacia na condição de testemunha e, segundo a Polícia Civil, teria auxiliado na farsa. Ambos deverão responder pelo crime de falsa comunicação de crime.

A família já foi informada sobre a localização da mulher e se deslocou até a delegacia para reencontrá-la. O caso segue sendo apurado para o completo esclarecimento dos fatos.