Boa Esperança do Sul

Dor e revolta: cidade vai às ruas após feminicídio

2 FEV 2026 • POR Da redação • 06h57

Uma manhã de dor, revolta e esperança marcou Boa Esperança do Sul neste domingo (1º). Dezenas de pessoas participaram de uma passeata contra o feminicídio, realizada logo após o sepultamento de Maria Aparecida Siqueira Ferraz, de 56 anos. O ato transformou a despedida da vítima em uma manifestação pública contra a violência de gênero, que segue fazendo vítimas em todo o país, inclusive em pequenas cidades do interior paulista.

A manifestação teve início por volta das 9h30, em frente ao cemitério municipal, após a cerimônia fúnebre que reuniu familiares, amigos e moradores comovidos com a brutalidade do crime. Vestindo camisetas com o símbolo de uma mão aberta em vermelho e portando faixas e cartazes com mensagens pelo fim da violência contra as mulheres, os participantes percorreram diversas ruas da cidade.

O cortejo, marcado pelo silêncio e pela emoção, chamou a atenção de quem acompanhava o ato. Muitos manifestantes caminhavam com lágrimas nos olhos, mas demonstravam firmeza e indignação diante do ocorrido. O objetivo, segundo os participantes, foi transformar a dor pela perda de Maria Aparecida em um alerta coletivo sobre a urgência de enfrentar a violência doméstica e o feminicídio.

A passeata também reforçou o pedido por justiça e por políticas públicas mais eficazes de proteção às mulheres, destacando que o combate à violência de gênero deve ser uma responsabilidade de toda a sociedade.