Fotobiomodulação: Linhas de pesquisas desenvolvidas no CEPOF CEPIX IFSC - USP trazem benefícios
1 FEV 2026 • POR Kleber Jorge Savio Chicrala • 07h00A ciência tem mostrado que a luz pode ir muito além da iluminação de ambientes ou da produção de imagens. Em laboratórios de pesquisas ao redor do mundo, pesquisadores investigam como diferentes comprimentos de onda podem interagir com o corpo humano e estimular processos naturais de recuperação de doenças. Esse campo de estudo é conhecido como fotobiomodulação e vem ganhando destaque por seus resultados promissores em diversas áreas da saúde, a exemplo dos trabalhos científicos desenvolvidos pela equipe de pesquisadores do CEPOF – CEPIX – INCT – IFSC – USP, coordenado pelo Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato.
De forma simples, a fotobiomodulação é uma técnica terapêutica que utiliza luz de baixa intensidade, geralmente lasers ou LEDs, para estimular células e tecidos. Ao atingir o organismo, essa luz desencadeia reações bioquímicas que podem reduzir inflamações, aliviar dores, acelerar a cicatrização e melhorar o funcionamento celular. Diferentemente de procedimentos invasivos, trata-se de uma abordagem indolor e segura, quando aplicada dentro de protocolos científicos rigorosos. A exemplo temos o tratamento dos sintomas da Doença de Parkinson, onde pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) - Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF) – CEPIX – INCT – IFSC - USP, em parceria com a Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (SCMSC) tem realizado importante trabalho científico e social.
Nos últimos anos, as pesquisas sobre fotobiomodulação avançaram significativamente. Estudos clínicos e experimentais têm explorado seu uso no tratamento de dores crônicas, lesões musculares, doenças neurodegenerativas e até em processos de reabilitação neurológica. Em pacientes com Doença de Parkinson, como exemplificado, pesquisadores do CEPOF – CEPIX – INCT – IFSC – USP – Grupo de Óptica investigam se a luz pode ajudar a minimizar tremores, rigidez muscular e desconfortos físicos, oferecendo uma alternativa complementar às terapias convencionais.
O interesse crescente pela técnica também está ligado à sua base científica sólida. Apesar dos resultados animadores, os especialistas reforçam que a fotobiomodulação não é uma solução milagrosa. Cada estudo contribui para definir parâmetros seguros e eficazes, como intensidade da luz, tempo de aplicação e frequência das sessões. É esse cuidado científico que permite transformar descobertas de laboratório em tratamentos reais, com impacto direto na qualidade de vida dos pacientes, utilizando tecnologias desenvolvidas e certificadas resultado das pesquisas realizadas, a exemplo dos equipamentos desenvolvidos por uma empresa genuinamente SãoCarlense , ou seja, a MMOptics: mmo.com.br
Muitos pacientes relatam melhora no bem-estar, redução da dor e maior autonomia no dia a dia. Para os cientistas, cada avanço representa mais do que um dado estatístico: é a possibilidade concreta de ampliar as opções terapêuticas e tornar a medicina cada vez mais humanizada.
Assim, a fotobiomodulação se consolida como um exemplo de como ciência, tecnologia e cuidado com as pessoas podem caminhar juntos. À medida que novas pesquisas são desenvolvidas, a luz deixa de ser apenas um recurso físico e passa a ocupar um papel central na busca por tratamentos mais eficazes e acessíveis.
Fontes: Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato – Coordenador do CEPOF – CEPIX – INCT – IFSC – USP – Membro do Grupo de Óptica , Dr. Antônio Eduardo de Aquino Junior – Pesquisador CEPOF – CEPIX – INCT – IFSC – USP – Grupo de Óptica, e Me. Kleber Jorge Savio Chicrala – Jornalismo Científico e Difusão Científica – CEPOF – CEPIX – INCT – IFSC – USP – Grupo de Óptica
O Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e o Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF) – CEPIX – INCT – IFSC -USP, em parceria com a Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (SCMSC), está cadastrando e selecionando pacientes voluntários com diagnóstico de Doença de Parkinson para pesquisa no tratamento com a técnica de fotobiomodulação. Os interessados em participar do tratamento podem obter mais informações e se inscrever pelo telefone (16) 99268-5154 – com Dr. Antônio Eduardo de Aquino Junior